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Ação de reintegração de posse retira famílias de imóvel no Catete, Zona Sul


Moradores dizem que, sem emprego e renda por causa da pandemia, foram despejados e ocuparam prédio, há três meses. Defensor diz que eles, provavelmente, ficarão na rua. Reintegração de posse no Catete
Reprodução/TV Globo
Uma ação de reintegração de posse, na manhã desta quinta-feira (15), no Catete, na Zona Sul do Rio, retirou 11 famílias – cerca de 40 pessoas – de um imóvel. Segundo eles, em função da pandemia muitos perderam emprego, renda e foram despejados por não tem como pagar aluguel. Para não ficarem na rua, ocuparam o imóvel.
“Várias crianças, idosos, em plena pandemia. Quando eles dizem para a gente ficar em casa. Que casa?”, questionou uma mulher que foi retirada do imóvel nesta manhã.
A ação, que foi acompanhada pela Polícia Militar, ocorreu sem confrontos. E foi concluída por volta das 11h30. Uma equipe da Secretaria de Assistência Social esteve no local, mas os moradores não quiseram ir para os abrigos da prefeitura.
Segundo o defensor Ricardo de Mattos Pereira Filho, subcoordenador do Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do RJ, as famílias ocupavam o imóvel há cerca de três meses. No prédio de dois andares da Travessa Carlos de Sá, segundo vizinhos, funcionou um hostel.
“Sabemos que algumas organizações estão tentando ajudar essas famílias, mas elas realmente não têm para onde ir. Elas devem passar um tempo morando nas ruas até conseguir um lugar para ficar. São pessoas que perderam emprego e renda, foram despejadas porque não conseguiram mais pagar aluguel e ocuparam essa casa que estava vazia”, disse o defensor.
Reintegração de posse no Catete
Reprodução/TV Globo
Eva dos Santos, de 64 anos, que estava morando estava morando na casa com três filhos desempregados e quatro netas, contou que, sem dinheiro para pagar o aluguel de sua antiga casa, foi despejada.
“Quando entrou a pandemia meus filhos ficaram tudo desempregado. A gente não tem como pagar o aluguel. Como a gente vai viver? Então, para onde é que eu vou com as minhas netas? Onde vamos dormir? Na rua?”, disse Eva, que informou que a família vive “cesta básica e de bico”.
Segundo o defensor, há cerca de um mês há um recurso na Justiça que tenta suspender a reintegração de posse. O recurso ainda não foi julgado e, por isso não houve como suspender a desocupação do imóvel.

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