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Acusados de lavar dinheiro para facção criminosa têm prisão decretada pela Justiça do RJ

Total lavado seria de quase R$ 12 milhões. Além da ordem de prisão, também se determinou o bloqueio dos bens, quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico e a busca e apreensão nos imóveis dos envolvidos. Oito pessoas acusadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de integrar uma quadrilha suspeita de lavar quase R$ 12 milhões para a facção criminosa Comando Vermelho tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça nesta quinta-feira (15).
Além da ordem de prisão, a 1ª Vara Criminal Especializada – criada para o combate ao crime organizado – também determinou o bloqueio dos bens, quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico e a busca e apreensão nos imóveis dos envolvidos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o principal operador do sistema é Carlos Yazuyoshi Matuda, responsável por movimentar R$ 11.745.992,00 de setembro de 2017 a março de 2019.
Ao longo desse período, o MPRJ sustenta que membros da quadrilha fizeram diversos depósitos na conta de Carlos, que então “circulava” o dinheiro por meio de pagamentos e “reinjetando” na economia por meio de empresas.
Policiais se surpreenderam ao descobrir que Carlos Matuda declarou ter rendimento mensal de pouco mais de R$ 5 mil para justificar a abertura da conta bancária.
Outro investigado é Celso Massamiti Yokota, que teria estreita ligação com Carlos e fazia parte da estrutura da organização. Celso já foi preso quando transportava R$ 210 mil em um compartimento secreto de um veículo que foi de Carlos Matuda.
Além de Carlos e Celso, os demais acusados que também tiveram a prisão decretada, inicialmente por cinco dias, são Matheus Alves de Santana, Rômulo Lino Porto da Cunha, Helder da Silva Araújo Gama, Débora de Almeida Silva, Luis Cláudio Cirilo dos Santos e Alex Silva Batista.
A 1ª Vara Criminal Especializada também autorizou que a polícia siga investigando Carolina Eckert Cordeiro, Rosinaldo Alves da Cunha, Nairson Ribeiro Alves e André Castell Ferraz.
Segundo o Tribunal de Justiça, as medidas de sequestro de bens deverão ser aplicadas em relação a:
Carlos Kazuyoshi Matuda,
Caroline Eckert Cordeiro,
Patrick Francio Machado,
David Amorim Batista,
Debora de Almeida Silva,
Nairson Ribeiro Alves,
Rosinaldo Alves da Cunha,
Alex Silva Batista,
Francio Machado Transportadora,
Sorveteria juju Loli,
Safe Loads Agenciamento de Cargas,
Tech Log Transportes,
Internacional Business Empreendimentos,
PTHC Comercial Atacadista Importação e exportação,
Debora de Almeida Silva,
André Castell Ferraz.
O G1 tenta entrar em contato com os envolvidos.

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