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Dinheiro nas nádegas de bolsonarista faz mais uma ficha cair

O senador Chico Rodrigues (DEM/RR), vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, preso ontem pela Polícia Federal com dinheiro na cueca (sendo que uma parte do montante acondicionado entre as nádegas), representa mais uma ficha que cai, e uma nova parada para desembarque no tortuoso itinerário dos resistentes apoiadores do presidente, rumo à dolorida revelação final.

O caso pontua o retorno da patética figura do político com dinheiro enfiado na cueca, piada pronta e marca registrada dos governos petistas – tão espinafrados por Bolsonaro em sua campanha – que ocorre exatamente uma semana após o presidente bravatear que teria extinguido a Operação Lava Jato, pois já não haveria mais corrupção no seu governo. Só faltou combinar com a Polícia Federal…

E a semelhança dos métodos e das escolhas do bolsonarismo com as do lulopetismo vai ficando a cada dia mais nítida. É de triste e recente memória a prisão em flagrante, em 2015, do então líder do governo Dilma no Senado, o também senador Delcídio do Amaral.

Com a aproximação de Bolsonaro com o Centrão, não poderíamos esperar nada diferente disso.

Para quem ainda acha que é maldade da oposição associar Jair Bolsonaro ao senador do dinheiro no bumbum, é bom lembrar que Léo Índio, sobrinho do presidente, é funcionário do gabinete de Chico Rodrigues, que, por acaso, teria sido também o senador escolhido como relator da indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada brasileira em Washington, ainda em 2019.

Não é a toa que o presidente, em live que hoje viralizou nas redes sociais, declarou que, de tão próximo à Chico Rodrigues, os dois já teriam “quase uma união estável”.

E pergunta que não quer calar: se esse governo é tão honesto como alardeia, por que escolher como seu líder no Senado Federal, um senador que tem o costume de esconder dinheiro nas nádegas?

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