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Dólar opera com instabilidade depois de ser negociado próximo de R$ 5,65


No exterior, permanece a aversão a risco com temores sobre 2ª onda de Covid-19 e incertezas sobre novos estímulos nos EUA. Na quarta-feira, moeda dos EUA fechou em alta de 0,37%, a R$ 5,5991. Notas de dólar
Hafidz Mubarak/Reuters
O dólar opera com instabilidade na tarde desta quinta-feira (15), depois de se aproximar do patamar de R$ 5,65, em meio a um ambiente global mais cauteloso, com os investidores de olho também em pistas sobre a saúde econômica e fiscal do Brasil.
No exterior, a redução das esperanças de um novo pacote de estímulo fiscal nos EUA antes da eleição presidencial e o retorno das restrições ao redor da Europa diante do aumento de casos de Covid-19 provocavam maior aversão ao risco.
Às 14h30, a moeda norte-americana caía 0,13%, cotada a R$ 5,5920. Na máxima até o momento, bateu R$ 5,6473. Na mínima, foi a R$ 5,5900. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, o dólar fechou em alta de 0,37%, a R$ 5,5991. No acumulado do mês, tem queda de 0,34%. No ano, porém, acumula valorização de 39,64%.
Neste pregão, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 10 mil contratos com vencimento em abril e julho de 2021, destaca a Reuters.
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Cenários
Na Europa, o Reino Unido e a França ampliaram as medidas de restrição para evitar novas transmissões do coronavírus, alimentando temores de uma segunda onda de contaminações.
Na agenda de indicadores, o mercado aguarda a divulgação dos dados sobre pedidos semanais de auxílio desemprego nos EUA.
Os investidores continuam também avaliando as perspectivas de um acordo de combate aos efeitos do coronavírus nos EUA antes da eleição de 3 de novembro. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse na quarta-feira que chegar a um acordo sobre o novo pacote fiscal antes da eleição será difícil, já que democratas e republicanos permanecem distantes em certas questões.
Por aqui, incertezas crescentes sobre como o governo financiaria seu programa de auxílio econômico sem furar o teto de gastos, aprofundadas pelo atraso das reformas em meio à pandemia, têm dominado as atenções dos investidores, sendo apontadas como alguns dos principais fatores de pressão sobre o real.
A economia brasileira cresceu pelo quarto mês consecutivo em agosto, segundo números divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), apontou crescimento de 1,06% em agosto, na comparação com julho, abaixo do esperado por parte do mercado.
“Ao que tudo indica a velocidade da recuperação irá desacelerar ao longo do segundo semestre”, avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito.
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