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‘Olha o Voto’: Aprenda a checar o que é fato ou fake nas eleições

Equipe da TV Globo exibe uma série de reportagens sobre as eleições municipais. Olha o Voto: Lei eleitoral endurece o combate a fake news
Falta um mês para eleitores votarem nos seus candidatos a prefeito e vereador. Mas, na hora de escolher o seu candidato, é fundamental saber quem fala a verdade e fugir de quem espalha boatos.
O tema da série “Olha o Voto” desta sexta-feira (16) são as fake news.
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O criador de uma mentira, um boato, fake news, se aproveita da curiosidade sobre um assunto. E gera muita confusão.
Foi o que aconteceu no Complexo do Alemão em maio. Um anúncio de distribuição gratuita de botijões de gás se espalhou. Mas era tudo mentira.
A vítima foi Renê Silva, fundador do jornal comunitário Voz das Comunidades.
“Foi um momento muito tenso, porque quando você é vítima de uma fake news e não é uma fake news que só circula na internet, é uma fake news que circula dentro da comunidade, as pessoas vão pra rua, as pessoas se mobilizam de uma forma, é terrível”, diz René.
Moradores ficaram ansiosos, esperando uma ajuda que não viria. Para tentar acabar com os boatos, Renê fez uma live.
A disseminação
Uma pessoa pode compartilhar uma mensagem com até cinco usuários ou cinco grupos, que podem ter até 256 pessoas.
Então, é possível espalhar uma notícia – ou fake news – para 1.280 pessoas de uma vez.
Só que se cada um desses usuários enviar para mais grupos, mais de um 1,5 milhão de pessoas são alcançadas. E assim em diante.
Com tamanha facilidade em compartilhar, a desinformação pode virar uma arma na mão de campanhas eleitorais e candidatos mal intencionados.
“Toda informação falsa que é propagada pode causar um dano muito grande, não só na candidatura de outras pessoas, mas ela vai impactar na vida e na honra dos outros. E o candidato que não tem respeito por isso, não merece o meu voto. Não deve merecer o voto de ninguém”, diz o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, Cláudio Brandão de Oliveira.
A lei eleitoral já previa punição para fake news. Mas nessas eleições, as regras estão mais rígidas.
O partido ou político têm obrigação de confirmar a veracidade de informações que vão usar.
Divulgar conteúdos falsos ou fazer acusações mentirosas pode resultar em multa e até prisão.
Assim como contratar a divulgação de informações que ofendam a honra de um candidato, partido ou coligação.
A Justiça Eleitoral criou um setor de inteligência para combater com as fake-news. Também há parcerias com empresas e universidades para identificar o disparo de campanhas em massa pelo WhatsApp.
“Há uma interlocução com as redes sociais pra que rapidamente essas informações parem de circular. A ideia é de que a Justiça Eleitoral consiga emitir respostas bem eficientes para esse tipo de procedimento nas eleições”, fala o presidente do TRE-RJ.
Para evitar que os moradores do Complexo do Alemão caiam em boatos e mentiras, o site do Renê passou a checar dados e informações relacionadas à pandemia e às eleições.
“O que a gente faz, através do nosso trabalho de comunicação comunitária, é informar os moradores sobre os perigos dessa notícias falsas, dessa notícia que tá circulando, como tá circulando, e, a partir daí a gente faz um bloqueio”.
Para não ser enganado, é preciso verificar antes de compartilhar. Deve-se também desconfiar de textos e títulos alarmistas e consultar as fontes de informação.
Outra dica é conferir se a notícia saiu em um veículo de imprensa, como a TV Globo e o G1.
Há dois anos, jornalistas do grupo Globo monitoram as redes sociais para identificar mensagens suspeitas. E esclarecem o que é real e que é falso. É o fato ou fake.
Para o cientista político Eduardo Marques, a disseminação de notícias falsas é uma “covardia”.
“É uma covardia com outro candidato e sobretudo é uma covardia com eleitor porque esse candidato está realmente tentando me enganar de uma forma covarde”.
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