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Para presidente do Conselho de Ética do Senado, Barroso se precipitou ao determinar afastamento de Chico Rodrigues

Decisão final sobre o afastamento do senador flagrado com dinheiro na cueca cabe ao Senado. Ana Flor: pedido de Barroso para afastar de Chico Rodrigues gerou incômodo
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (PSD-MT), afirmou ao blog nesta sexta-feira (16) que acredita que houve precipitação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao determinar o afastamento do senador Chico Rodrigues (DEM-RR).
“Houve uma precipitação, o inquérito da Polícia Federal sequer foi concluído e o cidadão tem o direito de defesa”, disse Campos.
Chico Rodrigues foi flagrado com R$ 33 mil na cueca durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (14). A medida fez parte de uma investigação de desvios de recursos que deveriam ter ido para o combate ao coronavírus.
Senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca, é afastado por 90 dias
A determinação do ministro do STF foi enviada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e será discutida na Mesa Diretora da Casa. Cabe ao Senado dar a palavra final sobre o afastamento.
A fala do presidente do colegiado demonstra um descontentamento que se espalhou nesta quinta-feira (15) entre integrantes do Legislativo. Senadores e deputados demonstraram contrariedade pela decisão monocrática de um ministro do STF para afastar um senador eleito pelo voto popular.
Jayme Campos chegou a lembrar uma decisão anterior do STF, também monocrática, de afastar o então presidente do Congresso, Renan Calheiros. Na época, a determinação do Supremo não foi acatada pela Mesa Diretora do Senado.
Sobre um possível procedimento na Comissão de Ética, Campos afirmou que até agora não houve qualquer representação protocolada. Ele disse aguardar a manifestação de outros senadores para levar o tema aos demais integrantes da comissão.
Desde março de 2019 Chico Rodrigues era vice-líder do governo no Senado. Porém, o senador deixou o posto após a repercussão da operação da PF. O senador tem negado todas as acusações e afirmou que vai provar sua inocência.

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