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Alcolumbre garante impunidade de senador com dinheiro na cueca

Empenhado em se reeleger presidente do Senado, embora a Constituição não permita, David Alcolumbre (AP) garantiu a diversos interlocutores que dará em nada o pedido dos partidos Rede e Cidadania para que seja cassado o mandato do senador Chico Rodrigues (RR), flagrado em sua casa com cerca de 30 mil reais em dinheiro vivo, parte dos quais dentro da cueca.

Alcolumbre e Rodrigues pertencem ao mesmo partido, o DEM, cujo presidente, ACM Neto, prefeito de Salvador, mal se mexeu para punir seu correligionário. Considera que o partido não pode dar-se ao luxo de expulsar um senador dos seus quadros. O preferível seria que ele se licenciasse temporariamente, dando lugar ao suplente, que por sinal é seu filho. Ficaria tudo em casa.

O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afastou Rodrigues do cargo por 90 dias. Em sessão prevista para a próxima semana, o plenário do tribunal confirmará ou não a decisão de Barroso. O mais provável é que confirme. Mas a última palavra a respeito será dada pelo plenário do Senado. Aí entra Alcolumbre que trabalha em favor de Rodrigues.

Ele espera enterrar o assunto em plenário, evitando que seja examinado no Conselho de Ética que não se reúne desde o início da pandemia do coronavírus. Rodrigues é um dos membros do Conselho. Alcolumbre e a maioria dos seus colegas admitem que o caso desgasta ainda mais a imagem do Senado, mas que depois acabará esquecido. E segue o baile.

Se você não gosta de política e pouco liga para essas coisas, não se preocupe: outros gostam, entendem e votam em seu nome.

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