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Falsas médicas são presas suspeitas de aplicar metracril em clínica clandestina no Complexo do Alemão

As duas mulheres já haviam sido presas pelo mesmo crime em 2017. Nova prisão ocorreu em flagrante, quando faziam um procedimento pelo qual cobraram R$ 15 mil. Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) prenderam duas mulheres suspeitas de integrar uma quadrilha que fazia aplicações de metacril – também conhecido como PMMA, um polímero plástico utilizado para o preenchimento de rosto e corpo – em uma clínica clandestina no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Irys Cabral Pierrout e Renata Pena foram presas em flagrante no sábado (17) quando tinham acabado de realizar um procedimento em uma modelo do Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, a vítima pagou R$ 15 mil pelo procedimento nos glúteos.
Segundo a polícia, Irys era responsável por anunciar o suposto tratamento estético na internet e Renata fazia a aplicação do material. Elas se passavam por médicas, embora não tenham formação em medicina.
As duas mulheres tinham diversos seguidores nas redes sociais, através das quais conseguiam atrair clientes, inclusive de outros estados e do exterior.
Depois das prisões, várias mulheres contaram na internet que sofreram complicações depois que se submeteram a procedimentos com as falsas médicas.
“Fui vítima da Renata, que me afirmou ser metacril. Agora estou em processo para fazer a retirada, pois o mesmo produto me causou deformidades, se moveu e sofro dores”, disse uma mulher. Outra paciente disse que a falsa médica aplicou silicone industrial.
Esse procedimento estético só pode ser feito com médicos habilitados e em clínicas adequadas. Mas a clínica clandestina funcionava num apartamento, sem as condições de salubridade necessárias.
A polícia destacou que Irys e Renata já respondem por crime da mesma natureza praticado em 2017. Eles continuaram a fazer o procedimento estético, segundo a polícia, após serem liberadas pela Justiça.
O G1 não conseguiu localizar a defesa das duas mulheres.
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