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Governo e oposição reduzem divergências sobre novo plano de estímulo dos EUA


Líder democrata no Congresso estabeleceu prazo de 48 horas para que um acordo seja alcançado, mas o mercado está cético sobre quaisquer avanços. Presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi
J. Scott Applewhite/AP
Republicanos e democratas reduziram suas discordâncias sobre um novo plano de estímulo econômico nos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira (19) uma porta-voz da líder democrata no Congresso, Nancy Pelosi.
Depois de uma conversa por telefone de quase uma hora na segunda-feira, Pelosi “incumbiu os presidentes das comissões de conciliar as diferenças com seus pares do Partido Republicano em questões-chave”, disse Drew Hammill no Twitter.
Pelosi “continua esperançosa de que até o final do expediente de terça-feira saberemos claramente se podemos aprovar um projeto de lei antes das eleições” de 3 de novembro, acrescentou.
No domingo (18), Pelosi estabeleceu um prazo de 48 horas para que um acordo seja alcançado, mas o mercado está cético sobre quaisquer avanços e Wall Street fechou em baixa na segunda-feira (19).
Democratas e republicanos estão travados há meses em discussões sobre novas medidas para restaurar o já expirado pacote de US$ 2,2 trilhões da Lei Cares, aprovado em março, quando a pandemia chegou aos Estados Unidos.
No entanto, as duas partes não concordam sobre quanto ou como gastar. Os democratas exigem ajudar os estados e governos locais mais expostos aos prejuízos econômicos da pandemia. O governo propõe US$ 1,8 trilhão e os democratas, US$ 2,2 trilhões.
Qualquer plano adotado na Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, precisará ser votado pelo Senado para entrar em vigor. Mas o líder da maioria republicana na câmara alta, Mitch McConnell, não é a favor de um grande plano de ajuda, e sim de medidas específicas de apoio setorial.
Na segunda-feira, McConnell indicou que vai propor na terça-feira (20) um plano de até US$ 500 bilhões. “Ninguém acha que esta proposta resolverá instantaneamente todos os problemas”, mas é uma ação que o Senado pode decidir agora, argumentou.
Os democratas rejeitaram um texto semelhante no mês passado.

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