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Polícia Federal investiga superfaturamento na compra materiais para enfrentamento à Covid-19 em Juiz de Fora


Operação “Guaxinim”, deflagrada nesta quarta-feira (21), tem alvos na cidade, Rio de Janeiro e Paty do Alferes. De acordo com a PF, superfaturamento em insumos e equipamentos médicos foi estimado em mais de R$700 mil. O G1 procurou a Administração Municipal. Operação da PF para apurar superfaturamento em compra de insumos da Covid-19 em Juiz de Fora
Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) em Juiz de Fora a operação “Guaxinim” para investigar superfaturamento na aquisição de insumos e equipamentos hospitalares para combate à Covid-19.
Os alvos da investigação são empresas laranjas que venderam materiais superfaturados para prefeituras em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Conforme apurado pelo G1, são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Paty do Alferes (RJ). No Rio, os investigados seriam empresários que estariam compondo uma organização criminosa. As buscas acontecem no Encantado, Rocha Miranda e no condomínio Pontões, na Barra da Tijuca.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora que informou que vai se pronunciar posteriormente.
Superfaturamento
Segundo a PF, as investigações identificaram que, em ocasiões distintas e próximas, uma mesma empresa fornecedora foi contratada em caráter emergencial, por meio de dispensa de licitação e mediante pagamento antecipado, para o fornecimento de máscaras cirúrgicas descartáveis e álcool etílico 70% a preços muito acima do valor praticado no mercado.
Essa organização utilizava o CNPJ de uma empresa de pequeno porte, com razão social diferente do objeto contratado.
Segundo cálculos da Controladoria Geral da União (CGU), o superfaturamento foi estimado em mais de R$700 mil, com preço sobrelevado de 56,25% a 73,61% acima da média do mercado.
Além disso, a Polícia Federal informou que foi constatado atraso na entrega do material que também não estava de acordo com as especificações técnicas requeridas.
Os suspeitos identificados vão responder por crime de peculato, com penas que podem atingir 12 anos de reclusão e multa.

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