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Homem chamado de 'orangotango' é vigia de mercearia na Lapa e impediu mulher de entrar no local sem máscara

Segundo agentes do Lapa Presente, exames mostraram que ela não estava bêbada. Inconformada com a proibição de entrar sem proteção, ela iniciou as ofensas. Delegada disse que mulher não tinha passagem pela polícia. O homem chamado de ‘orangotango’ por uma mulher no Rio é segurança de uma mercearia na Lapa, Centro da cidade. Ele foi ofendido pela cliente ao impedir que ela entrasse sem máscara no local para comprar uma bebida.
O caso aconteceu na última segunda-feira (19) na Rua Gomes Freire. Ao ser proibida de entrar no estabelecimento, Jaqueline da Rocha Silveira dos Santos xingou o vigia.
A mulher primeiro o chamou de macaco e depois “se defendeu” dizendo que tinha dito ‘orangotango’ para se referir ao rapaz. Ela foi presa em seguida pelos agentes do Programa Lapa Presente.
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De acordo com subsecretario de Ações Estratégicas do Governo do Estado, Antônio Carlos dos Santos, ela ficou inconformada ao ser impedida de comprar a bebida já que estava sem a proteção facial.
“ O rapaz é o vigia da mercearia. Ela entrou para comprar bebida e ele pediu para ela colocar a máscara. Ela se recusou e ofendeu o rapaz. Foi nisso, que começou toda a confusão”, disse Santos.
Foi o próprio vigia quem chamou os agentes que faziam patrulhamento na região.
“Nada justifica ela ter chamado quem quer que seja de macaco ou orangotango. É deplorável. Em seguida, foi constatado que ela não estava bêbada com um exame na delegacia. O que não justificaria. A pessoa não pode alegar ignorância, nem nada porque está bêbada. Falar isso de outro ser humano, não cabe mais isso. Uma pessoa completamente fora do eixo”, completou.
Sem passagem na polícia
Após a prisão, Jaqueline da Rocha foi levada para a 5ªDP (Mém de Sá) para a ocorrência. Segundo a delegada titular, Maria Aparecida Mallet, o caso não é comum e a mulher não tinha outras passagens pela polícia.
“O xingamento atinge a moral da pessoa. A pessoa é presa, paga a fiança e está liberada. A autora fez uma ofensa verbal em decorrência da cor da vítima. Ela ofendeu a moral da vítima. Não é comum esse tipo de ocorrência. Não temos notícia desse tipo de crime na 5ª DP com frequência”.

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