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Polícia nega que tráfico impediu reparo de gás e diz que moradores de condomínio na Pavuna são os autores de ameaças

Moradora foi conduzida à delegacia. Condomínio está sem gás desde segunda (19) por conta de vazamento. Funcionários foram ameaçados e impedidos de realizar o reparo. Polícia Civil faz operação para reestabelecer gás na Pavuna
A Polícia Civil afirmou, nesta quinta-feira (22), que os funcionários impedidos de realizar um reparo na tubulação de gás de um condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio, não foram ameaçados por traficantes, mas sim por alguns moradores do local. Uma mulher, identificada como autora de uma ameaça, foi conduzida à delegacia, segundo a corporação.
O condomínio Village Pavuna está sem gás desde segunda-feira (19) por causa de um vazamento. A Naturgy, concessionária responsável pelo serviço, foi chamada para fazer o conserto, mas os profissionais foram ameaçados de morte e não puderam trabalhar, como mostrou o Bom Dia Rio desta quarta-feira (21).
Moradores denunciaram que criminosos queriam explorar a venda de botijões de gás no condomínio e, por isso, teriam feito as ameaças. Após a reportagem, a Polícia Civil fez uma operação na região e, em entrevista ao jornal, o delegado André Leiras negou que o tráfico de drogas tenha relação com o corte do serviço e ameaças. Ele disse que a empresa informou que sofre com clientes inadimplentes no local e que eles são os autores das intimidações aos funcionários.
“O corte não foi promovido por traficantes com objetivo de assumir o controle da venda de gás. Esse corte foi deliberadamente feito pela Naturgy mediante a notícia do vazamento de gás ocorrida no sábado e eles foram impedidos de fazer o reparo. Esse impedimento se deu pelos próprios moradores daquele condomínio. A Naturgy documentou no inquérito policial que possui um grande número de clientes inadimplentes, soma-se mais de 70% daqueles clientes e toda vez que ela é demandada a ir naquele condomínio fazer reparos ou desligamentos, uma porção desse número repele com ameaças os técnicos, que são obrigados a se retirarem do local”, afirmou o delegado.
De acordo com a Polícia Militar, uma ameaça aconteceu quando os técnicos chegaram na casa de uma moradora.
“Uma moradora estava com a conta de gás para ser cortada. O gás dela não iria mais funcionar e também tinha um escapamento. Quando a equipe da concessionária foi na casa dela, ela ameaçou os funcionários. Ela disse que eles fossem lá, o tráfico de drogas iria impedir a saída deles do conserto”, disse a porta-voz da corporação, tenente-coronel Gabryela.
O delegado André Leiras informou que a moradora, apontada como autora das ameaças, foi conduzida à delegacia, onde prestou depoimento. Ela vai responder um processo em liberdade, já que não houve flagrante, segundo o delegado.
“A gente está investigando para apurar as responsabilidades dos moradores que impedem o acesso dos técnicos da Naturgy naquele local. As investigações vão prosseguir nesse sentido, mas o esclarecimento que venho trazer é que não houve a participação do narcotráfico no sentido de bloquear ou de fazer qualquer tipo de corte ou impedimento no fornecimento de gás ali”, disse o delegado.
O condomínio Village Pavuna tem cerca de 30 prédios, 3.800 apartamentos e 12 mil moradores. Até esta quinta-feira (22) eles sofriam com a falta de gás.
Segurança dos técnicos
Em nota, a Naturgy disse nesta quarta-feira (21) que pediu apoio ao batalhão da Polícia Militar (PM) para fazer o reparo, mas segundo a empresa, a polícia informou que não seria possível garantir a segurança dos técnicos naquela área.Os técnicos da Naturgy prestaram queixa na 39ª DP (Pavuna).
A porta-voz da PM negou que a empresa tenha solicitado apoio. Ela disse que o comandante do batalhão da região não foi procurado.
“Posteriormente, eles fizeram um registro on-line, eles não foram à delegacia sobre esse fato, que eles não conseguiram consertar. Ontem de manhã, a Polícia Militar, quando tomou conhecimento de que possivelmente havia essa possibilidade de os moradores estarem com seu fornecimento de gás impedido, prontamente fomos para a localidade, a fim de garantir a segurança. A Polícia Militar presta segurança de toda a comunidade. Assim que nós somos acionados, para qualquer tipo de serviço dos órgãos públicos ou de qualquer concessionária, nós iremos apoiá-los”, disse a tenente-coronel.
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