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Traficantes cortam cabos de TV por assinatura na Cidade de Deus e obrigam moradores da utilizarem o 'gatonet'


Bandidos impedem que os técnicos das empresas entrem na comunidade, forçando os moradores a pagar pelo serviço ilegal. Traficantes estão obrigando moradores a aderirem ao chamado “gatonet” na Cidade de Deus
Traficantes da Cidade de Deus, na Zona Oeste da cidade, estão obrigando moradores da comunidade a pagarem para a utilização do chamado “gatonet” – fornecimento ilegal de sinal de TVs por assinatura e linhas telefônicas.
Segundo as vítimas, os bandidos cortam os cabos de fornecimento de sinal das operadoras e impedem que os técnicos das empresas entrem no local – tudo para obrigá-las a comprar o serviço irregular.
“Aqui na Cidade de Deus, tem duas semanas que estamos sem internet. Com isso, as crianças não estão conseguindo estudar on line e os pais também não estão conseguindo trabalhar. Está muito difícil. Eles estão informando por aí que a gente vai ter que se render a essa ‘gatonet’. A gente não quer – nós somos pessoas de bem”, disse uma moradora.
Moradores de bairros localizados no entorno da Cidade de Deus também passam pelo mesmo problema.
A Polícia Civil informou que faz, por meio da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), várias operações de combate às ações de instalação ilegal de “gatonet”.
Gás cortado por bandidos
Moradores de condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio, estão sem gás por causa de interferência do crime organizado
Reprodução/ TV Globo
Na quarta-feira (21), o Bom Dia Rio mostrou que moradores de um condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio, estão sem gás desde segunda-feira (19) por causa de um vazamento. A concessionária foi chamada para fazer o conserto, mas os funcionários foram ameaçados de morte por bandidos e impedidos de trabalhar.
As vítimas denunciaram que os criminosos querem explorar a venda de botijões de gás no condomínio. Ao todo, cerca de 12 mil moradores estão sem gás. São cerca de 30 prédios e 3.800 apartamentos, localizados próximo ao Complexo do Chapadão.
Em nota, a concessionária disse que pediu apoio ao batalhão da Polícia Militar para fazer o reparo, mas segundo a empresa, a polícia informou que não seria possível garantir a segurança dos técnicos naquela área.
Em entrevista ao RJ1, a porta-voz da Polícia Militar disse que a corporação segue apoiando as concessionárias e que a segurança no local foi reforçada.
“A segurança dos funcionários está completamente garantida. Estamos aguardando que eles cheguem. Estamos aguardando no complexo para o próprio restabelecimento (do serviço) para a população. Cabe informar também que o batalhão tem de ser acionado e a Polícia Militar está aqui para acionamento a qualquer momento para ajudar no fornecimento de serviços à população”, explica a porta-voz, destacando que a Naturgy não acionou a PM.
Já a Polícia Civil disse que já tinha identificado o problema e que tem uma operação programada para coibir essa ação criminosa nos próximos dias com várias delegacias especializadas.
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