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Após aumento de casos, Alemanha adota medidas rígidas para conter pandemia

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, decidiu neste domingo, 13, adotar medidas mais drásticas para conter a propagação da Covid-19 no país. Entre os dias 16 de dezembro e 10 de janeiro, o comércio e as escolas terão que ficar fechados. Apenas os serviços considerados essenciais, como farmácias, supermercados e bancos, estão autorizados a funcionar neste período. A decisão foi anunciada após uma reunião emergencial com a primeira-ministra e os governadores dos dezesseis estados alemães.

Com a aproximação das festas de fim de ano, aumentou também a preocupação com a segunda onda de casos do novo coronavírus. A orientação é que as empresas dispensem os funcionários durante este “lockdown” mais rigoroso ou priorizem o trabalho remoto. Também está proibido o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos para evitar aglomerações. Nesta época do ano, costumam ocorrem por toda a Alemanha os tradicionais mercados de Natal, com barracas de comidas e bebidas, que poderiam impactar diretamente na elevação do número de casos. “Há a necessidade urgente de fazermos algo”, declarou a chanceler, durante a reunião com os governadores.

O sinal de vermelho na Alemanha acendeu na última semana, quando os números diários de novos registros e mortes atingiram o maior patamar desde o início da pandemia no primeiro semestre deste ano. Em apenas 24 horas, foram registradas 381 mortes, elevando o total para 21.787, de acordo com dados do Ministério da Saúde da Alemanha. Os dados mostram ainda que houve 20.200 novas infecções, que contabilizam mais de 1,3 milhão de casos confirmados da Covid-19.

Vale lembrar que a Alemanha, a maior economia da Europa, foi um dos países mais bem-sucedidos em manter a pandemia sob controle na primeira onda, em março e abril. Na quarta passada, 9, Merkel pediu, em um discurso emocionado, que o Parlamento aprovasse mais restrições em toda a Alemanha até a primeira quinzena de 2021. “Estamos em uma fase decisiva, talvez a mais decisiva, na luta contra a pandemia”, disse a chanceler.

Há seis semanas, com o aumento das infecções, várias regiões da Alemanha já haviam adotado regras mais rígidas, com o fechamento de bares e restaurantes, além de estabelecimentos de lazer e de práticas esportivas. Os hotéis do país também estavam fechados aos turistas. Diante dos prejuízos ocasionados pela pandemia, o governo alemão apoiará as empresas afetadas com um investimento de 11 bilhões de euros. As empresas que tiverem que fechar poderão receber o equivalente a 90% dos seus custos fixos, com o limite de 500 mil euros por mês.

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