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A pancada dupla do Judiciário no capitão

O ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, seguiu a linha de Luiz Fux e manteve o tom forte de críticas ao comportamento irracional de Jair Bolsonaro. Este é o segundo dia em que mostram como o poder judiciário, de forma organizada, defenderá a democracia a partir de agora.

No caso de Barroso, além de dizer que Bolsonaro está desmoralizando o Brasil diante do mundo, o ministro lembrou que o presidente da República continua com sua sanha de atacar o sistema eleitoral brasileiro, mesmo depois de o Congresso Nacional ter dito não à possibilidade da volta do voto impresso.

“Depois de quase três anos de campanha diuturna e insidiosa contra as urnas eletrônicas, por parte de ninguém menos do que o Presidente da República, uma minoria de eleitores passou a ter dúvida sobre a segurança do processo eleitoral. Dúvida criada artificialmente por uma máquina governamental de propaganda. Assim que pararem de circular as mentiras, as dúvidas se dissiparão”, afirmou o presidente do TSE, nesta quinta-feira, 9.

“A mim, como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral cabe apenas rebater o que se disse de inverídico em relação à Justiça Eleitoral. Faço isso em nome dos milhares de juízes e servidores que servem ao Brasil com patriotismo – não o da retórica de palanque, mas o do trabalho duro e dedicado –, e que não devem ficar indefesos diante da linguagem abusiva e da mentira”, continuou Barroso.

É curioso que nesta quarta, 8, Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, foi na mesma linha em seu discurso de repúdio ao 7 de Setembro de Bolsonaro: “Os juízes da Suprema Corte e todos os mais de 2.000 magistrados do país têm compromisso com a independência, assegurada nesse documento sagrado que é a nossa Constituição”.

Ou seja, o que fica claro, senhores e senhoras leitores, é que Fux e Barroso não falavam em nome de dez ou sete ministros das cortes superiores, mas em nome de todo o poder judiciário. Ontem, Fux foi no cravo e, hoje, Barroso… na ferradura. Os chefes das cortes claramente optaram por mostrar a união do judiciário, seguindo a mesma direção nos últimos dois dias.

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