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'Acho que já estamos dando uma resposta', diz secretário de Transportes do RJ um dia após criação de força-tarefa para trens

Juninho do Pneu disse que operação conjunta das polícias Militar e Civil é a primeira resposta ao furto de cabos de energia nas linhas. Disse, também, que não é possível resolver o problema da lentidão dos trens de um dia para o outro – ele está há dois meses no cargo. Secretário estadual de Transporte fala pela primeira vez do problema dos trens
O secretário de Estado de Transportes, Juninho do Pneu, decidiu dar uma entrevista para falar dos sucessivos problemas do setor no Rio — sobretudo dos atrasos diários registrados nos trens por conta do furto de cabos — e da ação conjunta das polícias no patrulhamento das ferrovias, anunciada nesta quarta-feira (1).
“Acho que já estamos dando uma resposta. Sei que a extensão da Supervia é muito longa, mas estamos usando o helicóptero da Polícia Militar, drones para a gente amenizar esse roubo de furto (sic) de cabos que está impactando”.
Serão 200 homens da Polícia Militar que patrulharão os 270 quilômetros dos cinco ramais da Supervia e mais três extensões que servem à Região Metropolitana. O combate à atuação de criminosos na malha ferroviária do RJ contará com drones e helicópteros.
Passageiros da Supervia – concessionária do sistema ferroviário do Rio de Janeiro – passaram a conviver com constantes interrupções na circulação dos trens no estado. Só nesta semana, a empresa precisou suspender a operação em três oportunidades.
Juninho do Pneu disse ainda que, nos últimos dias, estava ocupado resolvendo os problemas.
“Não paramos de trabalhar nem um minuto. Nos últimos três dias, fomos à Polícia Civil e na Casa Civil. Isso não é uma ação isolada do secretário. O governador determinou que as forças de segurança façam uma operação conjunta e estamos aqui trabalhando diariamente para o transporte público voltar ao normal”.
O secretário não soube responder quantas pessoas foram presas na última semana pelo crime e falou que os trens já operavam em situação normal nesta quinta-feira.
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Velocidade
Ele também falou sobre o fato de a maioria dos trens da Supervia circular a apenas 40 km/h, quando poderia passar pelos trilhos a 80 km/h, o que tornaria as viagens bem mais rápidas.
“Essa operação dos trens vem acontecendo há décadas, conforme foi apresentado hoje nos jornais. Não vai ser de um dia para o outro. A gente está aqui há dois anos (dois meses). Eu tive todo o cuidado de não trocar a equipe técnica. Está aqui o presidente da Central, está aqui o subsecretário de mobilidade”, disse.
“E a gente vem trabalhando de forma árdua, diariamente, para melhorar o transporte público, que é uma missão que o governador me deu à frente da secretaria. De tocar o transporte público. É um desafio, mas a gente está junto. Eu acredito no governo Cláudio Castro. Eu vou estar aqui trabalhando e à disposição de vocês sempre”.
Questionado sobre nunca ter publicado nenhum despacho desde que assumiu o cargo de secretário de Transportes, Juninho do Pneu comentou:
“Acho que dois meses… A gente fala do transporte público no estado do Rio de Janeiro, de mobilidade. E isso se agravou muito pós pandemia”.
Números da crise:
Só nos primeiros seis meses de 2021, a Supervia informou que deixou de transportar mais de 2 milhões de passageiros por conta das viagens canceladas ou interrompidas no caminho em função de furtos de cabos.
862 viagens suspensas em seis meses;
2 milhões de passageiros prejudicados;
335 furtos de cabos de sinalização e energia, em 2020;
em 2021, os furtos se repetiram 364 vezes;
mais de R$ 1 milhão gasto com a compra de material para substituição dos equipamentos;
apenas 137 funcionários de segurança, o que significa que a empresa conta com apenas um trabalhador dessa área por estação;
um policial militar para patrulhar uma estação e meia e cerca de 4 quilômetros de linha férrea
Supervia acumula uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão.

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