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Alvos de operação em 2019 contra milícia que age na Zona Oeste serão julgados por júri nesta quinta-feira


Primeira Operação Intocáveis denunciou 13 suspeitos de integrar grupo criminoso que agia em Rio das Pedras e na Muzema. Está marcado para começar às 10h desta quinta-feira (25), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o julgamento de 12 acusados de integrar uma milícia que atua na Zona Oeste da capital.
Todos foram alvos da primeira Operação Intocáveis, em 2019. Na época, a ação levou cinco dos 13 denunciados para trás das grades. Segundo a investigação do Ministério Público fluminense (MPRJ), o grupo criminoso agia na região das comunidades de Rio das Pedras e da Muzema.
Em janeiro do ano seguinte, na Operação Intocáveis II, uma nova investida contra milicianos da região teria mais que o dobro de alvos. Foram expedidos pela Justiça 44 mandados de prisão, nove deles contra policiais civis e militares.
Operação do MP prende chefes da milícia que age na Zona Oeste do Rio
Entre os presos pela força-tarefa da Polícia Civil e do MPRJ na primeira operação estavam o tenente reformado da Polícia Militar Mauricio Silva da Costa, o Maurição; e o major, também da PM, Ronald Paulo Alves Pereira, conhecido como Major Ronald ou Tartaruga.
O grupo alvo da denúncia do MP é acusado de crimes como homicídio qualificado, formação de organização criminosa e corrupção ativa.
Quando a Intocáveis foi deflagrada, a investigação também apontava para práticas de grilagem e exploração de imóveis construídos ilegalmente.
São réus no processo:
Maurício Silva da Costa, tenente reformado da PM, o Maurição, Careca, Coroa ou Velho;
Ronald Paulo Alves Pereira, o major da PM conhecido como Major Ronald ou Tartaruga;
Laerte Silva de Lima;
Manoel de Brito Batista, o Cabelo;
Benedito Aurélio Ferreira Carvalho, o Aurélio
Daniel Alves de Souza;
Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico;
Fábio Campelo Lima;
Gerardo Alves Mascarenhas, o Pirata;
Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba;
Júlio Cesar Veloso Serra;
Marcus Vinicius Reis dos Santos, o Fininho.
O décimo terceiro denunciado foi o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM Adriano da Nóbrega, que teve a punibilidade extinta no processo depois que foi morto em fevereiro de 2020 na Bahia, durante uma perseguição policial.
A investigação
Quando deflagrada a Intocáveis I, as investigações da polícia e do MP apontaram Capitão Adriano (morto), Major Ronald e Maurição como os chefes da organização criminosa.
O grupo teria usado a Associação de Moradores de Rio das Pedras, presidida por Beto Bomba, para fazer transações de compra e venda dos imóveis construídos ilegalmente, além de fraudar documentos que seriam necessários para finalizar os negócios ilegais.
Beto Bomba, de acordo com o MP, tinha informações privilegiadas sobre operações policiais e sempre alertava subordinados com antecedência. Isso teria ficado constatado escutas telefônicas e relatos recebidos pelo Disque Denúncia.
Na época, os promotores afirmaram que na Associação de Moradores da Muzema e de Rio das Pedras havia “farta documentação” de venda de imóveis, além de cheques de grandes quantias assinados nominalmente, que foram apreendidos durante a Intocáveis.
Cheques foram encontrados nas associações de moradores da Muzema e de Rio das Pedras
Divulgação

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