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Barroso nega pedido de presidente da Aprosoja para participar de atos

Suspeito de financiar manifestações golpistas neste Sete de Setembro e por isso alvo da caneta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Antônio Galvan, passará o dia das manifestações em casa (se tiver juízo). Galvan viu naufragar no STF um habeas corpus movido por sua defesa contra a proibição de participar dos atos desta terça-feira, determinada por Moraes, relator das investigações que o envolvem. A negativa foi dada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

O pedido ao STF para que Galvan fosse às ruas nos protestos contra a própria Corte foi apresentado pelos defensores nesta segunda-feira. No mesmo dia, a sede da Aprosoja, em Cuiabá, foi alvo de um mandado de busca e apreensão assinado por Alexandre de Moraes.

Na petição para liberar a participação de Antônio Galvan nos atos, seus advogados argumentaram que as medidas restritivas impostas a ele por Moraes são “insubsistentes” e devem ser revogadas, porque Galvan “em momento algum proferiu qualquer declaração antidemocrática ou que incitasse violência contra pessoas e instituições”.

Para Luís Roberto Barroso, no entanto, o pedido da defesa foi feito de maneira inadequada e seu mérito sequer foi analisado. Alvo frequente de manifestações agressivas e antidemocráticas de militantes bolsonaristas, assim como Alexandre de Moraes, Barroso também consignou em seu despacho que não vê na situação de Galvan “teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício”, ou seja, por iniciativa própria da Corte.

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