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Biden pede colaboração das 'big techs' para melhorar segurança cibernética


Presidente dos Estados Unidos afirmou a executivos das gigantes de tecnologia que o governo “não pode enfrentar esse desafio sozinho”. Tema ganhou prioridade após ciberataques a empresas americanas. Joe Biden
Reuters/Leah Millis
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou nesta quarta-feira (25) uma reunião com executivos de empresas como Google, Apple, Amazon, Microsoft e IBM. No encontro, ele pediu a colaboração das companhias em questões relacionadas à segurança cibernética.
“A realidade é que a maior parte da nossa infraestrutura crítica pertence e é operada pelo setor privado, e o governo federal não pode enfrentar esse desafio sozinho”, disse Biden.
“Convidei todos vocês aqui hoje porque vocês têm o poder, a capacidade e a responsabilidade, acredito, de elevar o padrão da segurança cibernética. Por isso, em última instância, temos muito trabalho a fazer”, afirmou.
A reunião incluiu quatro presidentes-executivos de gigantes de tecnologia: Sundar Pichai (Google), Tim Cook (Apple), Andy Jassy (Amazon), Satya Nadella (Microsoft) e Arvind Krishna (IBM).
Além das “big techs”, a Casa Branca recebeu executivos de grupos empresariais, bancos, seguradoras, organizações ligadas à educação e prestadoras de serviços essenciais, como água, gás e energia elétrica.
Tim Cook, presidente-executivo da Apple
Reuters/Leah Millis
Nos últimos meses, várias empresas sofreram ataques que levaram à paralisação momentânea de suas operações. Algumas delas relataram ter sido vítimas de ransomware, um tipo de vírus que impede o acesso às informações em um sistema e exige o pagamento de uma espécie de resgate.
Ransomware: entenda como o vírus é usado em extorsões e saiba como se proteger
Entre elas, está a Colonial Pipeline, uma operadora americana de oleodutos, e a JBS, maior empresa de processamento de carnes do mundo.
No fim de 2020, os Estados Unidos sofreram um grande ataque, que afetou os servidores de correio eletrônico da Microsoft e o programa Orion, da empresa SolarWinds. Este último é usado para administrar e monitorar as redes de computadores de grandes empresas e do governo.
Para o governo, este ataque expôs a relevância da segurança de 16 “infraestruturas-chave” de setores como energia, defesa, produção industrial e alimentação.
Alguns analistas pediram sanções firmes contra a Rússia e outros países, de onde estes hackers estariam operando. Outros especialistas defendem uma melhor regulação das criptomoedas, exigidas pelos hackers como resgate para restabelecer os serviços atacados.
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