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Bloqueio do TSE a perfis bolsonaristas atingiu até sósia de Roberto Carlos

A decisão do corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Felipe Salomão, de bloquear o repasse de verbas publicitárias a canais e perfis suspeitos de espalharem fake news sobre a urna eletrônica e o processo eleitoral brasileiro atingiu vários ativistas bolsonaristas nas redes sociais, entre eles um sósia do cantor Roberto Carlos.

No total, onze influenciadores foram atingidos. Um deles é Roberto Boni, que além de atuar como cover do cantor, é comentarista político do canal Universo, do YouTube, que conta com 484 mil inscritos.

Essa não é a primeira vez que o sósia bolsonarista de Roberto Carlos fica na mira da justiça. Em junho de 2020, ele foi um dos 21 alvos da Operação Lume, da Polícia Federal, deflagrada para investigar o financiamento e a organização de manifestações contra a democracia.

O Roberto Carlos cover usa o seu canal para defender aliados do presidente e atos antidemocráticos. Em seus últimos vídeos postados no YouTube, o sósia do “Rei” cobra um posicionamento mais radical do presidente Jair Bolsonaro após a prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PT), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. “Dê jeito nessa bagaça, porque o povo está com o senhor, o povo já foi às ruas várias vezes, o povo não sai das ruas em apoio ao senhor, o que necessita mais?”, questionou.

Ao falar sobre a desmonetização de canais bolsonaristas, Roberto Boni não economizou nas teorias conspiratórias. Ele não acredita que a decisão tenha sido apenas do ministro Salomão. “Isso é mandado gente, isso deve vir até do Partido Comunista Chinês”, afirmou.

Além do sósia do Roberto Carlos, foi bloqueada a monetização dos perfis e canais bolsonaristas Ravox, de Adilson Nelson Dini; Giro de Notícias, de Alberto Junio da Silva; Terça Livre, de Allan dos Santos; Te Atualizei, de Bárbara Zambaldi Destafani; Direto aos Fatos, de Camila Abdo; Vlog do Lisboa, de Fernando Lisboa da Conceição; Alan Lopes; Emerson Teixeira, Marcelo Frazão de Almeida e Oswaldo Eustáquio.

O movimento Nas Ruas e os veículos de mídia Folha Política e Jornal da Cidade Online também foram desmonetizados. Ao todo, os afetados pela decisão tinham 9,1 milhões de inscritos no YouTube.

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