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Bolsonaristas terão ‘esquenta’ do 7 de setembro em evento de direita no DF

Em meio às apreensões que envolvem a mobilização de apoiadores do presidente para os protestos a favor de Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro, feriado de Independência do Brasil, o núcleo ideológico encabeçado pelo filho Zero Três, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), se prepara para promover a segunda edição do CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora, na sigla em inglês), evento ultraconservador de direita nos dias 3 e 4 de setembro.

Os atos do feriado de Independência acenderam o alerta em Brasília para o risco de um maior tensionamento entre os poderes. O elenco de palestrantes tem tudo para colocar ainda mais lenha na fogueira dos radicais de direita inconformados com as investigações sobre atos que atentam contra as instituições democráticas e ministros do Supremo Tribunal Federal. 

Entre os conferencistas estão o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que foi apeado do cargo após uma série de atritos que criou com a China; o deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da malfadada proposta do voto impresso, defendida por Bolsonaro e derrubada pelo plenário da Câmara; ou o influencer bolsonarista Bernardo Küster, investigado no STF por espalhar fake news.

Também estão na lista a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel, que vive nos EUA; Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente; Mario Frias, secretário de Cultura do governo Bolsonaro; a deputada Bia Kicis (PSL-DF) — “a mãe do voto impresso”, segundo Bolsonaro, e autora da PEC derrotada no Congresso — e Bárbara Destefani, do perfil Te Atualizei, um dos que entraram na mira do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por espalhar fake news sobre a urna eletrônica e o sistema eleitoral brasileiro.

O último capítulo a animar os radicais foi a abertura de uma investigação contra o cantor Sergio Reis, cujo sucesso mais recente entre os bolsonaristas foi um áudio em que convocava para os protestos e incitava a invasão do STF. “Se em 30 dias eles não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”. Também na pauta está a defesa do ex-deputado condenado no mensalão, Roberto Jefferson, também preso por ameaças à corte.

Direita internacional

A organização do CPAC é uma das formas de Eduardo Bolsonaro e Filipe Martins, discípulo do guru Olavo de Carvalho — que perderam influência na política externa brasileira –, manterem vivos os laços com o ex-presidente Donald Trump (o republicando foi a estrela da versão americana do evento) e os movimentos mundiais de extrema-direita. 

O CPAC, que terá este ano a segunda edição brasileira, é vendido pelos organizadores como o maior evento conservador dos Estados Unidos. No site, eles reproduzem discurso feito por Trump na edição americana deste ano, em Dallas. “Vamos derrotar a esquerda radical, os socialistas, os marxistas e os racialistas. Vamos parar a cultura de cancelamento da esquerda, restauraremos a liberdade de expressão e as eleições livres”.

Apesar da promessa dos organizadores, por enquanto, não há nenhum palestrante estrangeiro confirmado.

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