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Bolsonaro usa, abusa dos militares… e vai jogar fora só o bagaço

Ao anunciar o nome mais polpudo do Centrão para a Casa Civil, Jair Bolsonaro fez questão de mostrar qual a sua linha de raciocínio na política. É aquela clássica de olhar para céu, ver como estão as nuvens, como fazia Magalhães Pinto, na década de 60, e mudar a rota do governo. Não antes sem deixar de fazer mais uma grosseria com um general.

“Coloquei o Ciro porque preciso melhorar a interlocução com o Congresso. O general Ramos é uma excepcional pessoa, é meu irmão. Agora, com o linguajar do parlamento, ele tinha dificuldade. É a mesma coisa que pegar o Ciro Nogueira e botar ele para conversar com generais do Exército. O Ciro não saberá falar com eles por melhor boa vontade que tenha”, disse o presidente.

O general Luiz Eduardo Ramos foi da secretaria de governo da Presidência e perdeu o posto. Agora foi para a Casa Civil e perdeu o posto de novo. E agora deve cair na Secretaria-Geral da Presidência, um cargo burocrático e com muito menos poder político. Ramos sairá do coração das decisões mais estratégicas e políticas para um cargo menos importante. Segundo informado à coluna, Ramos não queria sair da Casa Civil.

Ramos, que foi para o governo quando ainda era da ativa e tinha um ano e meio ainda para cumprir, e entrou contrariado para a reserva, aceita qualquer desaforo vindo de quem ele chama nas redes sociais de PR. No fim de semana, após ser “atropelado por um trem” ao saber pela imprensa que perdera o cargo, ele ainda foi para um passeio de moto com Bolsonaro e ainda escreveu nas redes elogios ao chefe que demonstrou desprezo público por ele. É o caminho de se tornar um caroço de si mesmo.

Mas já estará fora da “alma” do governo, como o presidente definiu a Casa Civil, e como aconteceu com outros militares de alta patente. E já já pode acabar sendo rifado do cargo se algum político do Centrão o cobiçar.

Dizem que Magalhães Pinto, o político mineiro, que olhava para as nuvens, gostava muito do limão das Minas Gerais, que ele governou entre 1961 e 1966. Mas era aquele limão doce, em alguns lugares chamado de “limão capeta”. De tão saboroso, Magalhães Pinto deixava só o bagaço. É igual ao que Bolsonaro tem feito com alguns generais. Usa e abusa… e deixa só o bagaço. Até mais, general Ramos.

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