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Com alta de internações no RJ, especialistas e autoridades de saúde defendem 3ª dose da vacina contra a Covid em idosos


Nesta terça-feira (17), sete cidades do RJ estavam com todos os leitos públicos de UTI ocupados. De acordo com Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, a maior incidência da doença em idosos é preocupante. Aplicação da 3ª dose para idosos é defendida por especialistas e autoridades de saúde
O aumento recente no número de internações de pacientes com a Covid-19 no Rio de Janeiro ligou o sinal de alerta para especialistas e autoridades de saúde do estado. Eles defendem a aplicação da 3ª dose da vacina para os idosos.
Nesta terça-feira (17), sete cidades do estado estavam com todos os leitos públicos de UTI ocupados. Outras duas cidades, tinham taxa de ocupação acima de 90%: Rio de Janeiro e Duque de Caxias. No último sábado (14), um estudo da Fiocruz revelou um aumento nos números de casos graves e de mortos por Covid entre idosos no Rio.
De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, uma das maiores autoridades em Covid no Brasil, o reforço vacinal deve ser prioridade.
“Por várias razões. Primeiro pelo tempo em que os primeiros grupos das pessoas mais idosas no Brasil foram vacinadas, majoritariamente com a Coronavac. Nós já estamos observando hoje uma incidência maior de doença nessa faixa etária, não necessariamente de mortalidade, mas de hospitalizações com casos mais graves. Nesses grupos etários, escalonando, a partir de 80 anos e idealmente a partir de 70 anos, a nosso ver elas deveriam ser vacinadas sim”, comentou Dalcolmo.
No Rio de Janeiro, a maior preocupação é com a variante Delta, responsável pela maior parte dos casos de Covid no estado. Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, o governo aguarda um parecer do Ministério da Saúde sobre a aplicação da 3ª dose da vacina.
“O governo federal sinaliza a possibilidade da terceira dose, em função da queda da imunidade, principalmente daquelas pessoas que receberam a vacina há alguns meses atrás. Ainda não houve nenhum comunicado oficial por parte do ministério. Então a estratégia ainda não está definida. Obviamente a gente tem uma capacidade de adaptação muito rápida, se houver essa indicação do uso da terceira dose. Mas não fomos comunicados ainda pelo Ministério da Saúde”, explicou Alexandre Chieppe.
Rio vai aplicar 3ª dose em Paquetá
Na cidade do Rio, a prefeitura pretende começar o reforço da vacina para os idosos, no dia 29 de agosto, na ilha de Paquetá. A vacinação na ilha faz parte de um estudo em parceria com a Fiocruz para determinar quais grupos seriam mais beneficiados com a dose extra.
Segundo o secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, os testes em Paquetá serão com os imunizantes da AstraZeneca ou da Pfizer, independentemente da vacina recebida na primeira aplicação.
A Prefeitura do Rio também já divulgou meses atrás um calendário para a aplicação da 3ª dose em idosos, entre outubro e dezembro deste ano.
Calendário de imunização do 2º semestre de 2021
Divulgação/Prefeitura do Rio
Ministério da Saúde ‘acompanha estudos’
Sobre a necessidade da aplicação da 3ª dose da vacina contra a Covid, o Ministério da Saúde ainda não tem uma posição definida.
A pasta federal se limitou a informar que “acompanha estudos sobre a efetividade das vacinas e que o tema é analisado pela câmara técnica. E que o ministério também analisa as propostas dos laboratórios”.
Na última sexta-feira (13), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encaminhou um ofício à Pfizer pedindo esclarecimentos sobre estudos de terceira dose da vacina contra a Covid-19.
A aplicação da 3ª dose em idosos já é uma realidade no Chile, em Israel e nos Emirados Árabes. O Reino Unido e a Alemanha pretendem começar a distribuir o reforço em setembro.
Já nos Estados Unidos, a Agência Americana de Medicamentos autorizou a administração da 3ª dose para pessoas imunodeprimidas ou que tenham recebido um transplante de órgão.
Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos países desenvolvidos, que já conseguiram acelerar a vacinação, que adiem a 3ª dose, com o objetivo de garantir a prioridade de distribuição de vacinas para países mais pobres.
Variante delta
Na segunda-feira (16), a Secretaria Estadual de Saúde informou que a variante delta já é a mais encontrada em amostras coletadas pelos técnicos.
Na sexta-feira passada (13), o G1 mostrou um documento interno da SES avaliando a capital como “epicentro da delta” em todo o país (relembre no vídeo abaixo). A variante é mais contagiosa que as outras.
Por conta disso, a superintendente de Regulação da pasta pedia a avaliação “com urgência” da possibilidade de aumentar o número de vagas nos hospitais da rede.
Com base nisso, a SES vai publicar em até 15 dias um chamamento público para contratar 150 leitos para Covid. São 100 de UTI e 50 de enfermaria, mas ainda não há previsão de quais municípios devem ser beneficiados.

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