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Deixem o ministro Alexandre de Moraes trabalhar (2ª temporada)

Era agosto de 2020 quando escrevi neste espaço que era necessário – imprescindível até – que o país deixasse o ministro Alexandre de Moraes trabalhar livremente, sem pressões, no inquérito das fake news. Naquele momento, o pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) tinha acabado de referendar a investigação pelo acachapante resultado de 10 votos a 1.

Na ocasião, este espaço dizia que era preciso sim todo o cuidado na garantia da liberdade de expressão. Mas manifestar opinião é diferente de alimentar o ambiente de ódio, montar uma máquina para produzir mentiras e atacar pessoas que não têm o mesmo arsenal para se defender, desde opositores a ministros do próprio STF e até jornalistas.

Suspeitava-se naquele momento, e ainda se suspeita, que o gabinete do ódio no Palácio do Planalto era a máquina por trás do espalhamento de notícias falsas a ataques à honra das autoridades e instituições. Pois bem, ao ver o presidente Jair Bolsonaro incluído no inquérito elevou-se, e muito, a importância da investigação. Agora, inicia-se a 2ª e última temporada do caso.

A inclusão do presidente no inquérito só foi possível por conta de uma rara união entre os ministros da Suprema Corte. Também em agosto do ano passado, escrevi que o papel de guardião da democracia e da Constituição têm feito o STF viver um momento de inédito de união nos últimos tempos. “Ministros que eram desafetos ferrenhos, e que já protagonizaram cenas públicas de conflitos, têm votado juntos e até mostram concordância nas redes sociais”, escrevi à época.

A capa de VEJA desta semana reafirma essas situações e avança, mostrando mais exemplos da importância do inquérito das fake news e deste momento de união entre os magistrados da Suprema Corte. “Quando a questão é o Brasil, vamos nos unir sempre”, afirma um dos ministros da corte à coluna.

O leitor pode estar se perguntando o motivo desta nova coluna. Simples, é necessário referendar o trabalho de Alexandre de Moraes, que tem sido muito importante neste tempo de esgarçamento das instituições no Brasil promovido por Bolsonaro. O país não pode testemunhar calado uma liderança política, mesmo um presidente da República, ameaçando eleições livres.

Repito: o magistrado tem avançado contra uma das principais doenças do nosso tempo: a desinformação em massa, responsável por manchar reputações, criar narrativas políticas mentirosas e até definir eleições presidenciais em democracias consolidadas – o que dirá nas jovens como a brasileira.

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