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Em seis anos, comércio brasileiro perdeu cerca de 466 mil postos de trabalho e 177 mil empresas, diz IBGE


Comércio varejista foi o que perdeu o maior número de empresas e de pessoal ocupado. Já o atacadista foi o único que viu o número de empresas crescer no período. Um homem é visto em um comércio fechado na Tijuca, no Rio de Janeiro, em foto registrada em junho de 2019
José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em seis anos, o comércio brasileiro perdeu mais de 466 mil postos de trabalho e 177 mil empresas.
Os dados fazem parte da última edição da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), realizada em 2019, e reforça o encolhimento do setor, observado desde 2014.
De acordo com o IBGE, em 2019, havia no país pouco mais de 1,4 milhão de empresas do ramo comerciário, que empregavam cerca de 10,2 milhões de trabalhadores. Em 2014, eram cerca de 1,6 milhão de empresas e mais de 10,6 milhões de ocupados no setor.
Ou seja, em seis anos, o comércio brasileiro perdeu 4,4% do pessoal ocupado e 11% das empresas.
Comércio brasileiro vem encolhendo em número de empresas desde 2014, segundo dados do IBGE.
Economia/G1
O IBGE destacou que os três segmentos do comércio – atacado, varejo e comércio de veículos, peças e motocicletas – perderam postos de trabalho no período.
VEJA TAMBÉM: Em seis anos, indústria brasileira perdeu 28 mil empresas e 1,4 milhão de postos de trabalho, aponta IBGE
O maior número de vagas fechadas ocorreu entre as empresas varejistas, que é o que mais empresa. Proporcionalmente, porém, foi o comércio por atacado que mais perdeu pessoal ocupado.
A perda de trabalhadores e a respectiva proporção para cada um dos três segmentos no período foi de:
Comércio varejista: -326,2 mil postos de trabalho, que representam uma queda de 4,1%
Comércio por atacado: -108 mil postos de trabalho, que representam uma queda de 5,9%
Comércio de veículos, peças e motocicletas: -32 mil postos de trabalho, que representam uma queda de 3,4%
Os três segmentos do comércio dispensaram trabalhadores entre 2014 e 2019, segundo o IBGE
Economia/G1
Em contrapartida, o comércio por atacado foi o único dos três segmentos que registrou aumento do número de empresas no período – foram abertas cerca de 6,2 mil novas empresas no segmento, enquanto o varejista perdeu 178,8 mil e o de veículos, 4,6 mil.
Diante do encolhimento do setor, a remuneração média também, caiu no período analisado. A queda salarial média foi de 2,6% no comércio como um todo. No segmento atacadista, essa queda foi de 2,5%, enquanto no varejista, de 1%. Todavia, no comércio de veículos, peças e motocicletas, a redução da remuneração média chegou a 12%.
Participação do atacado supera a do varejo
Ao analisar a receita líquida do comércio, o IBGE observou que houve mudança estrutural no setor, com o segmento atacadista voltando a assumir a liderança em relação aos demais.
“Após cinco anos consecutivos de liderança do comércio varejista, o comércio por atacado assumiu a 1ª posição em 2019, retornando ao status que perdeu em 2013”, destacou o IBGE.
Entre 2010 e 2019, o comércio por atacado aumentou a sua participação na receita líquida do setor em 2,5 pontos percentuais (p.p.). Já o comércio varejista aumentou sua participação em 2,9 p.p.. Embora maior em termos proporcionais, o avanço do varejo não foi capaz de superar o do atacado.
Já o comércio de veículos, peças e motocicletas, ao contrário dos outros dois, foi o único que perdeu participação. A perda, na comparação com 2010, foi de 5,4 p.p.
Comércio de veículos, peças e motocicletas foi o único que perdeu participação na formação de receita do setor
Economia/G1

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