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Famílias pobres relatam que pararam de receber o dinheiro do aluguel social pela Prefeitura do Rio

São pessoas que perderam suas casas por causa da chuva, ou que ocupavam construções abandonadas e foram obrigadas a sair. Famílias reclamam que não estão recebendo o Aluguel Social, prometido pela Prefeitura do Rio.
Famílias pobres estão sem receber o benefício do aluguel social, concedido pela Prefeitura do Rio. São pessoas que perderam suas casas por causa da chuva, ou que ocupavam construções abandonadas e foram obrigadas a sair.
É o caso da família de Dulcinéia Donato de Souza, antiga moradora do prédio do IBGE, na Mangueira. Ela continua recebendo os R$ 400 reais, mas o filho parou de receber. “O meu filho está indo na Prefeitura direto. O dele foi bloqueado. Ele foi despejado, está morando na minha casa e não está conseguindo receber o aluguel social”, contou Dulcinéia.
O prédio do IBGE foi derrubado em 2018 pela Prefeitura porque corria risco de incêndio e desabamento. Cerca de 210 famílias, que moravam no local, foram cadastradas para receber o benefício com a promessa de que apartamentos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ seriam construídos no lugar.
Três anos se passaram e o terreno continua vazio. Além disso, em torno de 35 famílias pararam de receber o aluguel social. “Algumas famílias estão fazendo ocupações no Centro da cidade, e prédios abandonados, infelizmente, estão ocupando. Não podem ficar na rua. A Prefeitura pede para irem para abrigos, mas o Prefeito gostaria de botar a família dele dentro de um abrigo? Essa famílias tinham suas residências e tinham suas vidas” desabafou Carlos Alexandre dos Santos, representante das famílias.
Segundo os beneficiários, os problemas no pagamento começaram depois do recadastramento feito no início do ano.
Essa situação também se repete em outros bairros do Rio, como entre as famílias do Complexo do Jambalaia, em Campo Grande, e as vítimas das chuvas na Comunidade Santa Maria, em Jacarépagua.
“A minha casa caiu em 2019, aí a Defesa Civil veio e interditou. Eu acabei conseguindo o aluguel social. Recebi ate março. Quando fui me recadastrar, eles pediram de 5 a 10 dias pro pagamento ser realizado.Só que nesse intervalo eu fiquei mais de 2 meses gastando dinheiro que eu não tinha, porque eu to desempregado. To vivendo de doação de cesta básica, e no momento a gente não tem nada. Não tenho pra onde ir, não tenho parente, não sou daqui. A gente ta precisando desse aluguel social, e eu tenho a documentação toda aqui em mãos” disse Jairo , morador da Taquara.
A Prefeitura afirma que atualmente quase 2,5 mil pessoas recebem o auxílio do aluguel social no valor de R$ 400 reais e que durante o recadastramento foram identificadas famílias que não se enquadram mais no programa. Mas, um decreto municipal de 2018 estabelece que as famílias devem receber o valor até que seja oferecida uma solução habitacional definitiva. “Eu me sinto humilhado pela Prefeitura. Cadê a promessa de moradia digna para essas famílias?” completou Carlos Alexandre.
Em nota, a Prefeitura alegou que o aluguel social é um benefício válido por 12 meses. As exceções são pessoas que ainda não receberam suas residências por parte do Município, ou então alguns casos que estão na justiça. Ainda disse que, devido a mudança do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ para o ‘Casa Verde e Amarela’, o projeto não possui mais financiamento do Governo Federal. Portanto, não há uma previsão para a construção das residências dos antigos moradores do prédio do IBGE.

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