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Feirante do Rio que reajustava o preço do pastel só uma vez por ano reclama da inflação: ‘Tá tudo aumentando!’


Cemir Saraiva, dona de barraca em uma feira no Cachambi, não sabe se vai conseguir esperar até dezembro para mexer nos preços. Pastel é o único produto que só sobe de preço uma vez por ano em feira do Cachambi
A dona de uma barraca de pastel na Zona Norte do Rio teme quebrar uma promessa por causa da inflação. Cemir Saraiva, que bate ponto todo domingo na feira livre do Cachambi, só reajustava seus preços uma vez ao ano, em dezembro.
“A gente está fazendo o possível, mas acredito que a gente vai ter que aumentar um pouco antes, porque não tem como manter. Está tudo aumentando!”, disse.
A tabela de preços de Cemir, pendurada em sua barraca, traz um anexo: um gráfico do IPCA até outubro de 2020, detalhado por segmento. À época, a inflação dos alimentos em 12 meses estava em 9,4%, e a feirante avisou à clientela que subiria seus preços no dia 5 de dezembro.
Ela destacou, por exemplo, que óleos e gorduras tinham subido 45%.
Barraca de pastel no Cachambi detalha a inflação dos alimentos
Reprodução/TV Globo
Detalhe da tabela de preços da barraca de Cemir
Reprodução/TV Globo
Este ano, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a cesta de 10 itens do prato feito teve variação de 22,57% no acumulado em 12 meses até julho — o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 8,75%.
“Cada vez que a gente vai fazer uma compra, tudo aumenta. Para nós, comerciantes, foi o ano mais difícil”, afirmou Cemir. “A carne subiu, a parte de laticínios, que é queijo e muçarela, o óleo, o gás e a gasolina…”, enumerou.
Os aumentos no Grande Rio
Em julho, na Região Metropolitana do Rio, segundo o IBGE, a cenoura, o frango, o melão e o tomate disparam.
Cenoura: 14,19%;
Frango: 12,51%
Melão: 12,4%
Tomate: 7,3%.
Gilberto Braga, professor do Ibmec, diz que os preços dos alimentos não devem cair nos próximos meses.
“A perspectiva é ficar do jeito que está ou piorar. É um momento de economia fraca, o dinheiro caindo e o preço subindo. Quem perde sempre é o consumidor”, declarou.
Maria da Penha Mantovani, feirante colega de Cemir, brinca que não tem mais xepa. “Acho que não tem mais hora da xepa. Tá tudo igual, de manhã, de tarde…”, disse.
Cemir Saraiva, feirante e dona de barraca de pastel
Reprodução/TV Globo

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