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Funcionários da limpeza do Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, dizem estar sem salários há 2 meses

Devido a falta de maqueiros na unidade, técnicos de enfermagem acumulam funções. Situação também ocorre no Hospital Carmela Dutra, no Méier Funcionários da limpeza do Hospital Maternidade Herculano Pinheiro estão há dois meses sem receber salário. (Reprodução/RJ1)
O pagamento de quem trabalha na limpeza do Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, está atrasado há 2 meses, segundo funcionários da unidade. Eles também relatam que, além disso, devido à falta de maqueiros na unidade, técnicos de enfermagem precisam deixar suas funções para transportar pacientes.
“Atualmente estamos com dois meses de salário atrasado. Dia 25 fecha a terceira folha. Nós só estamos recebendo o tíquete-alimentação e a passagem” , contou uma funcionária que preferiu não se identificar.
Os profissionais são contratados da empresa Gavea Facilities, empresa que teve seu contrato, no valor de 2,7 milhões de reais, renovado com a Prefeitura até janeiro de 2022. Enquanto isso, os funcionários não sabem quando vão receber. “Nós temos contas a pagar e estamos precisando receber. Está muito difícil. Nós estamos indo trabalhar só pela passagem e alimentação”, disse uma contratada.
“A geladeira está vazia. As crianças querem comer. Como fazer?”, desabafou outra.
Além do atraso no pagamento dos profissionais da limpeza, o hospital também sofre com a falta de maqueiros. No início do mês, a empresa que prestava esse tipo de serviço para a Prefeitura do Rio, Angel´s Serviços Terceirizados, teve seu contrato rescindido depois de uma denúncia do RJ1 sobre a ausência de pagamento de funcionários durante 7 meses, no Hospital Carmela Dutra, Zona Norte do Rio.
Tanto no Hospital Carmela Dutra quanto na Maternidade Herculano Pinheiro, os técnicos de enfermagem dizem que precisam deixar seus postos e transportar pacientes.
A Comissão de Saúde da Câmara Municipal entrou com uma representação no Ministério Público para que a situação seja resolvida.
“Isso causa enormes problemas, tanto para os profissionais, humildes profissionais que estão tendo que trabalhar sob um regime de trabalho escravo, pois vão trabalhar garantidos apenas por um prato de comida que eu acho que esta oferece e pelo vale transporte” , disse Paulo Pinheiro, vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal.
“A falta dos maqueiros e a dificuldade de higienização dos locais como Centro Obstétrico, como a unidade Neonatal, levam muitos riscos a esses pacientes. Nós não podemos aceitar isso” completou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o pagamento da dívida com a Gavea Facilities será feito no dia 30 de agosto. Já em relação aos maqueiros, a Secretaria informou que está com um processo de contratação emergencial e um processo de licitação em curso e que em breve a situação será resolvida.
Já as empresas Gavea Fcilities e Angel´s Serviços Terceirizados não se manifestaram até o momento.

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