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Glaidson espalhou valores em criptomoedas por 182 contas; relatório aponta transferência de R$ 1,2 bi para seis contas


Segundo relatório do Ministério da Justiça, ele chegou a repassar R$ 1,2 bi para a sua própria conta e de outras 5 pessoas. Técnica é vista por investigadores como uma forma de lavar dinheiro e dificultar rastreamento de autoridades. Nova investigação acusa Glaidson Acácio dos Santos de pirâmide e lavagem de dinheiro
Glaidson Acacio dos Santos, preso pela Polícia Federal no mês passado por suspeita de crime contra o sistema financeiro, repassou para 182 endereços o investimento feito em criptomoedas a sua empresa, a G.A. S. Consultoria e Tecnologia.
Segundo um relatório do Ministério da Justiça, Glaidson investiu R$ 1,2 bi em criptomoedas que foram para a sua própria conta e também para as contas de Mirelis Zerpa (mulher e sócia de Glaidson), de Tunay Pereira Lima (um dos chefes da quadrilha), de Vicente Gadelha Rocha Neto, que está foragido, e de outras duas pessoas.
De acordo com investigadores, o fracionamento em pequenos valores foi uma tentativa do ex-garçom para ocultar a origem do dinheiro.
As investigações da PF apontam a suspeita de prática de crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa e lavagem dinheiro.
Em uma outra investigação realizada Policia Civil do RJ, Glaidson é suspeito de praticar crimes contra a economia popular, que é explorar o esquema de pirâmide e lavagem de dinheiro. A ação foi realizazda em conjunto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e tramitou na 1ª Vara Criminal Especializada.
Paraísos fiscais
Segundo o delegado Gabriel Poiava, da Delegacia de Crime Organizado e Lavagem, algumas empresas de Exchange para onde Glaidson transferiu parte do dinheiro estão sediadas em paraísos fiscais, o que dificulta mais ainda o rasteiro e a recuperação desses ativos.
“Glaidson tinha como prática pulverizar o dinheiro obtido da pirâmide em 182 destinos. Essa é uma prática comum em quase todas organizações criminosas voltadas a lavagem de dinheiro”, explica Poiava.
Uma exchange é uma corretora de criptoativos que funciona como uma plataforma eletrônica que facilita a compra, a venda e a troca de moedas digitais e tokens. Essas empresas trabalham conectando compradores e vendedores, assegurando uma transação prática e segura.
As informações constam de documento do NOC – Núcleo de Operações com Criptoativos, do Ministério da Justiça.
Glaidson Santos e Mirelis Zerpa investigados pela PF por sonegação fiscal e fraude ao sistema financeiro
Reprodução
Glaidson está preso no sistema penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Sua mulher, Mirelis Zerpa está foragida.
Em nota, a assessoria da G.A.S. informou que “Os depósitos de valores de terceiros, eventualmente efetuados na conta pessoal de Glaidson, são referentes ao início da jornada, quando ele ainda era agente autônomo. A partir do momento que ele se estruturou e abriu a G.A.S. Consultoria, não mais foram usadas as contas de pessoa física”.
Dinheiro apreendido na casa de Glaidson sendo contabilizado
Reprodução
O esquema liderado por Glaidson Acácio dos Santos na empresa GAS Consultoria, que movimentou R$ 38 bilhões, vai gerar uma “enxurrada de registros de estelionato em todo o Brasil”.
É o que diz o relatório final da investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio.
Os investigadores concluíram que, de fato, se trata de um esquema de pirâmide financeira.
“(A empresa) recruta massiva quantidade de dinheiro de clientes que são levados a erro, pois acreditam que estão corretando bitcoin, mas que na verdade são remunerados com pagamentos de dinheiro de novos contratos, criando uma pirâmide insustentável”, diz o texto obtido pelo Fantástico.
O delegado Leonardo Borges afirma que a rentabilidade do esquema ocorre por causa de novos aportes de clientes — e não devido a investimento em criptoativo.
“Como a remuneração é muito alta, as pessoas são estimuladas a reaplicar o dinheiro que elas ganham”, explica.
De acordo com a investigação, o dinheiro vai direto para a conta dos sócios da quadrilha.
O G1 mostrou, na semana passada, que apenas a mulher de Glaidson recebeu R$ 1.5 bilhão em quatro meses. Ela está foragida.

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