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Inquérito do TSE avança na apuração do uso de TV pública por Bolsonaro

Principal resposta da Justiça Eleitoral aos ataques do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema de votação, o inquérito administrativo aberto pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem avançado a passos largos na apuração do uso de recursos públicos para a autopromoção do futuro candidato. Essa é a primeira frente de investigação e a mais avançada. No último mês, vários servidores da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que é pública, prestaram depoimento à equipe que trabalha no inquérito. O corregedor do TSE, ministro Luis Felipe Salomão, acompanhou pessoalmente as oitivas, junto com a Polícia Federal.

Investigadores suspeitam de uso dos equipamentos da EBC para fins eleitorais e com muita antecipação, o que é vedado. Se a irregularidade ficar comprovada, Bolsonaro pode, no cenário mais grave, ter seu registro de candidatura negado pelo TSE no ano que vem. A live do presidente com ataques às urnas, que motivou a abertura do inquérito, foi transmitida pela TV pública no final de julho. Na transmissão, Bolsonaro admitiu não ter provas, mas apenas indícios de que as urnas são fraudáveis, e usou fake news já desmentidas para tentar desacreditar o sistema.

O presidente não é o único que pode ser prejudicado na esfera eleitoral. Também está na mira do inquérito administrativo o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, que apareceu na live. Na ocasião, ele leu documentos da Polícia Federal sugerindo melhorias nas urnas eletrônicas, o que ajudou a criar um clima de desconfiança em relação ao sistema. Uma possível candidatura de Torres em 2022 tem sido ventilada em Brasília. A participação dele na transmissão também coloca em risco o seu registro de candidatura.

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