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Lideranças de 26 países alertam para ‘insurreição’ em 7 de setembro

Um documento assinado por mais de 150 parlamentares, ministros e ex-presidentes de 26 países e publicado nesta segunda-feira, 6, afirma que os protestos convocados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o dia 7 de setembro representam uma “insurreição” que  colocará “em risco a democracia no Brasil”.

“‘Nós, representantes eleitos e líderes de todo o mundo, soamos o alarme’: Em 7 de setembro de 2021, uma possível insurreição colocará em perigo a democracia no Brasil”, diz a carta, coordenada pela rede global Progressive International.

A entidade já havia enviado no mês passado uma delegação ao Brasil integrada por 12 emissários de diferentes países, incluindo congressistas da Espanha, Grécia e Estados Unidos. O grupo veio com intenção de se reunir com lideranças indígenas e movimentos sociais, além de partidos e parlamentares de esquerda, para expor preocupações em relação ao país.

Bolsonaro tem intensificado seus ataques às instituições democráticas do Brasil nas últimas semanas. Em 10 de agosto, ele organizou um desfile militar sem precedentes pela capital, Brasília, e seus aliados no Congresso impulsionaram reformas radicais no sistema eleitoral do país, amplamente considerado um dos mais confiáveis do mundo”, afirma o documento, em referência às reiteradas declarações do presidente sobre a possibilidade de voto impresso. “Bolsonaro e seu governo têm — repetidamente — ameaçado cancelar as eleições presidenciais de 2022 se o Congresso não aprovar essas reformas”.

Entre os nomes de peso estão o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, o ex-presidente equatoriano Rafael Correa, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, o ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapetero e o ex-presidente do Parlamento do Mercosul Oscar Laborde.

O ex-ministro brasileiro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim também está entre os signatários, junto ao Nobel da paz Adolfo Pérez Esquivel, líder de direitos humanos que fundou organizações não violentas pra combater a junta militar que governou a Argentina.

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