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Magé investiga se há ligação entre morte de bichos de estimação e vacina contra a raiva


Dez animais morreram e Secretaria de Saúde do município afastou equipe de posto de vacinação. Insulina pode ter sido injetada nos pets em vez de imunizantes, aponta apuração preliminar. Campanha de vacinação contra a raiva (arquivo)
Reprodução/Prefeitura do Rio
A Prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, abriu uma sindicância para investigar denúncias de que alguns bichos de estimação tiveram reações à vacina antirrábica aplicada no município. Dez animais teriam morrido após tomar o suposto imunizante.
Segundo a administração municipal, a vacinação de todos os casos de reações e mortes dos bichinhos aconteceram em um único posto de Magé, durante a campanha para imunização contra raiva, no sábado (4).
“Desde o primeiro momento, a Secretaria Municipal de Saúde (de Magé) está acompanhando de perto os acontecimentos, oferecendo, inclusive, suporte para o socorro dos animais. Até agora, temos registro de 10 mortes de pets”, informou a prefeitura.
De acordo com a secretaria, no âmbito da sindicância, seringas, outros insumos e instrumentos usados no processo de vacinação do posto – que normalmente seriam descartados – foram recolhidos e levados para análise. Os corpos dos animais também passarão por autópsia.
Falha humana
Uma análise preliminar do município indica que a reação nos bichos pode ter sido causada por “falha humana”. Depoimentos colhidos pela administração de Magé sugerem que o líquido aplicado nos animais possa ter sido insulina, em vez do imunizante
.
“De um total de quase 36 mil doses aplicadas no último sábado, em 53 postos de vacinação, apenas uma única unidade registrou as reações”, reforçou a prefeitura.
O município acrescentou que “toda a equipe envolvida no processo de vacinação ocorrido na unidade foi afastada por ato da Secretaria de Saúde, nesta segunda feira (6)”. A situação deve continuar assim até a conclusão da sindicância e chegada dos laudos.
A prefeitura informou, ainda, que “se forem confirmadas as suspeitas, os agentes que atuaram na unidade serão exonerados e todos os documentos do processo administrativo serão encaminhados às autoridades policiais para a responsabilização penal”.
Vereador pede que campanha no Rio seja adiada
Depois do que aconteceu em Magé, o presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da Câmara do Rio, vereador Luiz Ramos Filho (PMN), pediu por ofício ao secretário municipal de Saúde Daniel Soranz que a campanha na capital, marcada para começar no próximo sábado, seja adiada.
Ramos afirma que parte do mesmo lote de vacinas antirrábicas aplicadas em Magé veio para o Rio e, por isso, pediu a suspensão da campanha até que se confirme ou não a contaminação da remessa.
O vereador também encaminhou ofício ao secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, e afirmou que entraria na Justiça para impedir que essas primeiras 110 mil doses da vacina contra a raiva sejam distribuídas no Rio.
“Não se pode botar em risco a vida de tantos animais. Já encaminhei mensagem para o secretário Daniel Soranz. Se for necessário, entrarei na Justiça para impedir a distribuição desse lote da vacina, não é possível botar em risco a vida de tantos animais”, disse o vereador.

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