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Mourão e Bolsonaro: as aparências enganam

Quem olha de fora pode pensar que o general Hamilton Mourão levantou a bandeira branca para o capitão Jair Bolsonaro. Nesta segunda-feira, 16, o vice-presidente afirmou que o ministro Alexandre de Moraes exagerou ao mandar prender Roberto Jefferson, o presidente do PTB que se alia a todos e a qualquer um.

Foi a prisão de Jefferson que fez o presidente da República afirmar, neste fim de semana, que pedirá o impeachment de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Barroso e o próprio Moraes.

Quem está dentro do governo, no entanto, garante que os dois, Bolsonaro e Mourão, estão cada vez mais distantes. Internamente, o presidente tem reclamado cada vez mais de seu vice. A leitura é a de que a declaração de Mourão deve ser analisada de trás para frente.

“O presidente tem a visão dele, ele considera que esses ministros estão passando dos limites, e uma das saídas dentro da nossa Constituição, que prescreve ali no artigo 52, seria o impeachment, que compete ao Senado, fazer. Então ele vai pedir pro Senado, vamos ver o que que vai acontecer. Acho difícil o Senado aceitar”, disse o vice-presidente.

A deixa de Mourão para Bolsonaro é esta: o presidente pode até espernear contra os ministros do STF, mas, ao fim e ao cabo, não vai dar em nada. O Congresso nunca aprovou um impeachment de um magistrado da Corte. Não é agora, enquanto o país é ameaçado de não ter eleição em 2022, que vai fazê-lo.

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