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Chanceler garante fornecimento de IFA da China, após ataques de Bolsonaro

Na sua primeira resposta a questionamentos de senadores durante audiência pública no Senado nesta quinta-feira, o chanceler Carlos Alberto França contou que recebeu do embaixador do Brasil no China, pela manhã, a notícia de que o o governo chinês autorizou a exportação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) previsto para o mês de maio. A garantia ocorre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro fazer insinuações sobre o país asiático com relação a uma suposta guerra química com a Covid-19.

França acrescentou que recebeu na véspera um telefonema do ex-ministro Antônio Imbassahy, representante do Governo de São Paulo (de João Doria), sobre os insumos.

“Então eu quero dizer que eu acho que não há hoje nenhum problema político que nessa questão permeie ou atrapalha nossa produção de vacinas aqui”, declarou, complementando que tem boa relação com o embaixador da China para o Brasil. “Somos grandes parceiros e não há razão para que deixemos de ser”, disse o chanceler.

Mais cedo, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que reduziu a previsão de recebimento de matéria-prima da CoronaVac, da China, em decorrência da “falta de alinhamento” do governo Bolsonaro.

A presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Kátia Abreu, questionou diretamente França sobre as declarações de Bolsonaro e se disse muito preocupada com uma possível retaliação da China. O chanceler disse que preferia não comentar a fala do presidente, mas destacou que à noite o chefe afirmou que não mencionou a China e que tratou de assuntos que aprendeu no Exército.

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