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Festa clandestina em palácio de Paris revolta a França

Imagens divulgadas pela emissora de televisão francesa M6 nesta segunda-feira (5) com a realização de uma festa clandestina no Palácio Vivienne, em Paris, revoltaram o país. 

A denúncia mostra uma festança com endinheirados e até ministros, bem no momento em que a França está sob novo e severo lockdown para tentar frear mais uma onda do coronavírus.  O novo fechamento da economia foi anunciado na última semana pelo presidente Emmanuel Macron. 

Entre os mais indignados estavam os donos de bares e restaurantes, que estão com seus comércios fechados desde outubro.  

De acordo com a emissora, apenas convidados ricos que tivessem sido indicados podiam participar do evento. Os pratos incluíam caviar, foie gras, brioche e champanhe, com preços que variam de 160 a 490 euros – de R$1000 a R$3300. 

Em vídeo divulgado pela emissora no Twitter, é possível ver a aglomeração dentro do palácio sem a presença de máscaras. Além disso, convidados se beijam e se cumprimentam sem adotar nenhuma medida de restrição social. 

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“Uma vez que você passou pela porta, a Covid não existe mais”, explica um dos funcionários à jornalista da emissora.  

O local pertence ao colecionador e ex-apresentador de televisão Pierre-Jean Chalençon, que havia confirmado ter realizado uma festa através de seu advogado, porém voltou atrás logo após a repercussão negativa.  

A denúncia levou a um pedido de investigação imediata para encontrar os organizadores e convidados da festa. O procurador de Paris, Rémy Heitz, anunciou no último domingo, 4, a abertura de um inquérito para investigar o caso.  

Os franceses utilizaram o Twitter para demonstrar a sua indignação. As tags #OnVeutLesNoms (Queremos seus nomes) e #MangeonslesRiches (Comamos os ricos) foram umas das mais citadas no final de semana. 

Há indícios de que ministros do país possam ter participados desses eventos clandestinos. Vários membros do governo defenderam a punição severa pra todos eles. A Ministra da Cidadania, Marlene Schiappa, disse que, se houver ministros, “devem ser multados e penalizados como qualquer outro cidadão”.  

O Ministro da Economia, Bruno Le Maire, afirmou que “todos devem ser punidos, sem exceção”. Já o Ministro do Interior, Gerald Darmanin, foi efusivo, alertando que os envolvidos devem ser processados caso as alegações sejam confirmadas.  

“Não existem dois tipos de cidadãos: os que têm direito à festa, e os que não têm”, disse.  

A pandemia do novo coronavírus na França já infectou 4,83 milhões de pessoas e deixou 96.847 mortes. Recentemente, uma série de novas medidas foram anunciadas para tentar frear a terceira onda que atinge o país.  

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