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Negacionista da pandemia, presidente da Tanzânia morre aos 61 anos

John Magufuli, presidente da Tanzânia desde 2015, morreu em Dar Es Salaam nesta quarta-feira, 17, aos 61 anos. Segundo a vice-presidente Samia Suluhu, ele estava internado em um hospital onde recebia tratamento para uma doença no coração, mas não resistiu.

Negacionista sobre a gravidade da pandemia de Covid-19, Magufuli não era visto em público desde 27 de fevereiro, gerando especulações de que teria contraído o coronavírus. O governo sempre negou a narrativa e por semanas insistiu que ele trabalhava normalmente.

Na própria manhã de quarta, Suluhu mandou saudações em nome do presidente e não fez nenhuma menção ao estado de saúde do mandatário durante uma visita a uma cidade costeira. Somente no fim do dia a vice-presidente comunicou a morte do companheiro, em um pronunciamento na televisão.

Tundu Lissu, o principal rival de Magufuli, foi uma das principais vozes a dizer que o presidente estava com Covid-19. Nesta quinta-feira, 18, voltou a fazer a afirmação e disse que o coronavírus foi a causa de sua morte. Ele considerou o óbito uma “justiça poética” depois que o chefe de Estado minimizou a dimensão da pandemia.

À frente do país desde 2015 e reeleito para um segundo mandato em outubro, o presidente adotou uma política negacionista durante a pandemia. Ele zombou de testes de coronavírus, denunciou as vacinas como parte de uma conspiração ocidental para tirar a riqueza da África e se opôs ao uso de máscaras e ao distanciamento social.

Ele chegou a dizer que Deus e inalação protegeriam a população. A Tanzânia parou de relatar dados de coronavírus em maio do ano passado, quando somava 509 casos e 21 mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Samia Suluhu é agora a presidente interina do país. A data de sua posse oficial ainda não foi anunciada, mas ela será a primeira presidente mulher da Tanzânia.

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