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Quando acaba diplomacia, ‘tem que ter pólvora’, diz Bolsonaro sobre Biden

Em meio às falas do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de que o Brasil pode sofrer consequências econômicas caso não atue de forma mais firme para combater as queimadas e o desmatamento na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 10, que “apenas pela diplomacia” não é possível chegar a um consenso nesta situação. “Depois que acaba a saliva, tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, disse o presidente, sem citar nominalmente o ex-vice-presidente.

“Assistimos há pouco um grande candidato a chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil”, afirmou, em evento para a retomada do Turismo no Brasil. “Apenas pela diplomacia não dá. Não é, Ernesto?”, citando o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo.

Declarado vencedor no último sábado, 7, o democrata tem recebido cumprimentos e felicitações de diversos chefes de Estado, como o francês Emmanuel Macron e a alemã Angela Merkel, mas ainda não teve a vitória reconhecida pelo governo brasileiro.

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Em entrevista recente à Americas Quarterly, antes de ser eleito, Biden afirmou que, caso chegasse à Presidência, sua administração “reunirá o mundo” para pressionar o governo brasileiro a proteger a Amazônia.

“Os incêndios que varreram a Amazônia no verão passado foram devastadores e provocaram uma ação global para interromper a destruição e apoiar o reflorestamento antes que seja tarde demais”, disse, ao ser questionado se os Estados Unidos deveriam tomar algum tipo de ação caso o Brasil falhe na proteção da floresta.

O presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”, afirmou Biden ao site da publicação. 

A publicação ainda perguntou ao democrata se sua administração seria favorável a acordos de livre-comércio com países latino-americanos, especialmente com o Brasil. O candidato afirmou que qualquer negociação de pacto deverá garantir a criação de empregos nos Estados Unidos, proteção dos trabalhadores americanos e levar em conta as preocupações com o meio ambiente.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro responde à fala de Biden. Na semana passada, a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, o presidente reforçou seu apoio ao presidente Donald Trump e citou uma possível interferência do democrata em assuntos brasileiros.

“O candidato democrata, em duas oportunidades, falou sobre a Amazônia. Aí sim uma interferência de fora para dentro”, questionou Bolsonaro.

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