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Rebeliões em presídios no Equador deixam mais de 60 mortos

Pelo menos 62 pessoas morreram em rebeliões em três presídios no Equador, em ações descritas pelo governo na terça-feira, 23, como ato orquestrado por organizações criminosas. O diretor das prisões, Edmundo Moncayo, disse em entrevista coletiva que 800 policiais ajudaram a recuperar o controle das instalações. Centenas de agentes de unidades táticas foram destacados desde o início dos confrontos, na noite de segunda-feira.

Moncayo disse que dois grupos estavam tentando ganhar “liderança criminosa dentro dos centros de detenção” e que os confrontos foram precipitados por uma busca por armas realizada na segunda-feira. Atos violentos entre detentos foram registrados em prisões localizadas nas províncias de Guayas, Azuay e Cotopaxi. O governo disse que a rebelião na prisão de Guayas foi controlada.

O diretor das prisões equatoriano disse que 33 pessoas morreram na prisão em Cuenca (Azuay), no sul do Equador; 21 na cidade de Guayaquil (Guayas), na costa do Pacífico, e oito na cidade de Latacunga (Cotopaxi). Moncayo acrescentou que cerca de 70% da população carcerária do país vive nos centros onde ocorreram os distúrbios. Fotografias e vídeos nas redes sociais mostram supostos presos decapitados e desmembrados em meio a poças de sangue.

Familiares de presos aguardam notícias após rebelião dentro do presídio de Guayaquil, no Equador –Marcos Pin/EFE

Tumultos mortais em prisões aconteceram com relativa frequência nos últimos anos no Equador, cujas prisões foram projetadas para cerca de 27.000 presidiários, mas abrigam cerca de 38.000.

O presidente equatoriano, Lenin Moreno, tem tentado controlar a violência nas prisões do país andino, declarando o sistema penitenciário em estado de emergência, devido aos frequentes confrontos entre gangues de criminosos. Moreno tuitou que pediu ao Ministério da Defesa “um controle estrito de armas, munições e explosivos nos perímetros externos das prisões” como resultado dos tumultos desta semana.

Em uma publicação no Twitter, o ministro de Governo, Patricio Pazmiño, atribuiu os incidentes a “uma ação orquestrada por organizações criminosas para gerar violência nas prisões do país”. Pazmino também afirmou que o governo e a polícia estão tomando medidas para retomar o controle da situação.

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