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Nova estimativa da população não incorpora efeitos da pandemia, diz IBGE


A população brasileira foi estimada em 213.317.639 habitantes em 1º de julho de 2021, o que representa um crescimento de 0,74% na comparação com a população estimada em 2020. A população do Brasil chegou a 213,3 milhões de habitantes, mas a nova estimativa divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não incorpora os efeitos da pandemia.
“Os efeitos da pandemia da Covid-19 no efetivo populacional não foram incorporados nesta projeção, devido à ausência de novos dados de migração, além da necessidade de consolidação dos dados de mortalidade e fecundidade, fundamentais para se compreender a dinâmica demográfica como um todo”, informou em nota o IBGE.
O estudo, com data de referência em 1º de julho, leva em conta todos os 5.570 municípios brasileiros, e é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.
A população estimada de 213,3 milhões representa um crescimento de cerca de 0,74% na comparação com o número estimado em 2020 (211,8 milhões de pessoas).
Novas estimativas populacionais do Brasil
Divulgação/IBGE
Contagem oficial só após Censo Demográfico
Segundo o IBGE, as implicações da pandemia no tamanho da população serão verificadas a partir do próximo Censo Demográfico. Prevista para ser realiza realizada em 2021, a pesquisa foi cancelada e adiada para 2022 após corte no orçamento feito pelo governo federal.
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“O próximo Censo Demográfico, que será realizado em 2022, trará não somente uma atualização dos contingentes populacionais, como também subsidiará as futuras projeções, fundamentais para compreender as implicações da pandemia sobre a população, não somente no curto, mas também no médio e longo prazo”, afirmou o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Mitsuo Minamiguchi.
Os números de uma contagem oficial da população, porém, só deverão ser conhecidos no final de 2022.
“Pelo planejamento do Censo, a pesquisa começa em campo em junho. Normalmente, demora 3 meses. Então essa divulgação deve ser postergada mais para o fim do ano”, explicou.
Mais mortes e menos nascimentos
O pesquisador destacou que dados preliminares do Registro Civil e do Ministério da Saúde apontam para um excesso de mortes, principalmente entre idosos, e uma diminuição dos nascimentos, mas que o país já vem numa tendência de desaceleração do ritmo de crescimento populacional.
“Embora a gente não tenha incorporado, certamente a pandemia não provocou uma queda na população. Uma redução da população de um ano para outro não ocorreu. O que pode acontecer na verdade com certas mudanças de comportamento é antecipar tendências, como por exemplo a diminuição da população lá pra frente”, disse o Minamiguchi ao G1.
“No período pandêmico as mortes impactam até mais que os nascimentos, mas quando a gente pensa no processo de mais longo prazo o comportamento reprodutivo é que vai mesmo impactar, tanto na questão do envelhecimento da população como na questão do crescimento”, acrescenta.
Metodologia usada
Segundo o IBGE, as populações dos municípios foram estimadas por procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios.
“O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010) e ajustadas. As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010”, acrescentou.

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