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Ocupação de UTI na rede privada do RJ sobe para 70%: ‘Está piorando mais rápido’, diz diretor


Segundo o médico Graccho Alvim, da Associação de Hospitais do Estado do RJ, as internações de pacientes com a Covid nos hospitais particulares do estado estão aumentando rapidamente. Pessoas que não tomaram a vacina são a maioria dos casos. Hospital particular de Resende (imagem de arquivo)
TV Rio Sul
A taxa de ocupação de leitos de UTI dedicados a atender pacientes com a Covid nos hospitais particulares do Rio de Janeiro subiu para 70% nesta terça-feira (17), segundo a Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj).
De acordo com o médico Graccho Alvim, diretor da Aherj, o aumento rápido das internações liga um alerta na rede suplementar de saúde. Muitos hospitais já começam a se preparar para evitar a falta de insumos, como aconteceu na rede pública em abril.
“As internações na rede privada estão aumentando rapidamente. Hoje já chegamos a 70% dos leitos ocupados. A gente sabe que isso está piorando mais rapidamente do que nas outras vezes”, alertou Graccho Alvim.
“A nossa preocupação é para os próximos 15 dias. Se os números apresentarem uma escalada maior, a gente pode chegar no cenário do início do ano e nos problemas de outras ondas de infecção. A gente está tentando se resguardar com a parte de insumos para não acontecer o que aconteceu na última onda, quando o Rio e o Brasil ficaram sem medicamentos”, analisou o médico.
Não vacinados são maioria
Ao analisar o perfil dos pacientes internados nas unidades de saúde da rede particular, Graccho Alvim apontou que a maioria dos casos são de pessoas que não tomaram nenhuma das doses da vacina. A situação é a mesma na rede pública da capital, quando 95% das internações por Covid no município do Rio são de pessoas que não estão vacinadas.
“Quem está mais internando são aqueles que não tomaram nenhuma vacina, ou por opção ou porque ainda não chegou a vez. Em segundo lugar, as pessoas que tomaram só a primeira dose. Em terceiro, as pessoas com comorbidade e idosas, com mais de seis meses de vacina”, explicou Graccho.
Além disso, o médico concluiu que grande parte dos pacientes internados atualmente não desenvolve os sintomas mais graves da doença. Segundo ele, a maior parte dos casos graves são de pessoas não vacinadas.
“Obviamente a vacina é um grande divisor de águas. A gente interna muito menos e a letalidade da doença caiu muito. Temos muito menos mortes de pacientes internados. Existe um percentual das internações que são de casos graves, mas é um número muito menor do que em grupos de não vacinados”, comentou.
Leitos públicos ocupados
Na rede pública, na terça-feira (17), sete cidades do RJ estavam com todos os leitos de UTI ocupados. Na capital do estado e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a taxa de ocupação estava acima de 90%.
Aplicação da 3ª dose para idosos é defendida por especialistas e autoridades de saúde
O aumento recente no número de internações de pacientes com a Covid no Rio de Janeiro ligou o sinal de alerta para especialistas e autoridades de saúde. Eles defendem a aplicação da 3ª dose da vacina para os idosos.
Variante delta
Na segunda-feira (16), a Secretaria Estadual de Saúde informou que a variante delta já é a mais encontrada em amostras coletadas pelos técnicos.
Na sexta-feira passada (13), o G1 mostrou um documento interno da SES avaliando a capital como “epicentro da delta” em todo o país. A variante é mais contagiosa que as outras.
Por conta disso, a superintendente de Regulação da pasta pedia a avaliação “com urgência” da possibilidade de aumentar o número de vagas nos hospitais da rede.
Com base nisso, a SES vai publicar em até 15 dias um chamamento público para contratar 150 leitos para Covid junto aos hospitais particulares. São 100 de UTI e 50 de enfermaria, mas ainda não há previsão de quais municípios devem ser beneficiados.
A posição da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) é que o estado precisa chegar em um valor justo a ser pago por esses leitos.
De acordo com o médico Graccho Alvim, o tratamento de pacientes internados é caro, principalmente por conta dos medicamentos necessários.
“Se você não acerta um valor correto, você não vai conseguir fechar um acordo para o tratamento. Um valor que seja suficiente para fazer o tratamento correto desse paciente inclui todos os exames, medicações, tempo de internação e etc. As medicações, principalmente, são caras porque o mundo inteiro está precisando dessas medicações. Temos que tentar chegar em um valor justo para que os hospitais consigam sobreviver e tratar esse paciente”, disse Graccho Alvim.

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