16 C
Canoas
Home Rio de Janeiro Parentes de pacientes afirmam que falta até esparadrapo no Hospital Albert Schweitzer

Parentes de pacientes afirmam que falta até esparadrapo no Hospital Albert Schweitzer


Familiares dizem que precisam comprar por conta própria fraldas geriátricas e pomadas para os parentes internados. Pacientes relatam que faltam materiais básicos no Hospital Municipal Albert Schweitzer
Parentes de pacientes do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, relatam que faltam insumos básicos na unidade, como fraldas geriátricas, pomadas e esparadrapos.
Familiares dizem que precisam comprar os insumos por contra própria.
“Eu vejo que elas não têm aquele esparadrapo branco. Elas estão usando com dificuldade o de fita. Está escasso. A fralda acabou e a gente que está comprando mesmo”, afirmou a dona de casa Rosangela Conpam, que acompanha o marido internado na unidade.
Também faltam insumos básicos para a irmã de Luiza Teixeira.
“Fralda, esparadrapo, pomada. Ela veio no cobertor, botaram a manta dela para cobrir a cama e para cobrir ela, cobriram com TNT”, disse a dona de casa.
Sheila Pereira é filha de um paciente da unidade. Ela conta que os profissionais de saúde se esforçam para prestar o serviço mesmo sem os insumos.
“Eles ficam agitados, mais nervosos ainda. Como vão trabalhar se não tem? Não está chegando no tempo que tem que chegar. Tinha que ter uma organização melhor, quando fosse acabar já ter no hospital”, disse ela.
Silvana Souza da Silva afirma que não tem recursos para comprar os produtos que a sogra precisa.
“Está bem complicado, mas a gente vai ter que dar um jeito, porque sem fralda ela não pode ficar”, disse a dona de casa.
Parentes de pacientes do Hospital Municipal Albert Schweitzer relatam falta de insumos básicos
RJ2
Administração do hospital
A Organização Social (OS) Viva Rio assumiu a gestão da unidade em abril deste ano por meio de um contrato emergencial. O contrato tem duração de seis meses e foi firmado por R$ 91 milhões.
A empresa está participando do processo licitatório, ainda em andamento, para o comando da unidade nos próximos 12 meses. Segundo a Prefeitura do Rio, a Viva Rio é a OS que acumulou a maior pontuação entre as concorrentes.
No Diário Oficial do dia 25 de agosto, a Viva Rio aparece como vencedora da licitação, mas a organização AFNE entrou com recurso, e por isso ainda não há decisão final sobre a administração da unidade. O novo contrato é de R$ 197 milhões por um ano.
Histórico da organização
A OS Viva Rio tem um histórico de problemas em gestões de hospitais municipais. Em outubro de 2018, alegando problemas na administração, a prefeitura encerrou o contrato da organização com o Hospital Ronaldo Gazzola, em Acari. A organização foi multada em R$ 23 milhões.
Em 2019, a Viva Rio conseguiu na Justiça uma liminar suspendendo a punição. Em 2020, a Prefeitura do Rio desqualificou a OS para participar de novas licitações.
No entanto, essa mesma decisão judicial foi usada para que, em abril deste ano, ela pudesse assumir a administração do Albert Schweitzer por contrato emergencial.
Na gestão do prefeito Eduardo Paes, a OS Viva Rio já soma 5 contratos que ultrapassam R$ 1 bilhão.
O que dizem os envolvidos
A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o processo de seleção para qual organização irá assumir o Hospital Albert Schweitzer ainda está em andamento.
A OS Viva Rio alegou que a unidade está com uma demanda assistencial acima da sua média histórica, e disse que o abastecimento dos insumos já foi normalizado.

- Advertisement -

Conecte

0FansLike
7FollowersFollow