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Paulo Guedes diz que PIB veio estável no trimestre mais 'trágico' da pandemia

Ministro da Economia não quis falar sobre a queda de investimentos, mas destacou o aumento da poupança. PIB registrou queda de 0,1% no segundo trimestre deste ano, segundo o IBGE. Questionado sobre a queda do PIB no segundo trimestre, Guedes diz apenas: ‘Estável’
O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quarta-feira (1) que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) mostrou estabilidade no segundo trimestre deste ano. “PIB estável”, declarou, ao ser questionado pela reportagem do G1 se o resultado era bom ou ruim.
Guedes também foi questionado se a queda na taxa de investimentos preocupa, por indicar uma evolução futura sobre o comportamento da economia. Ele destacou outro ponto: o aumento da taxa de poupança — que bateu recorde. “Foi a maior taxa de poupança”, se limitou a dizer.
Em evento da Frente Parlamentar Brasil Competitivo, Guedes disse que o resultado do PIB divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a economia “andou de lado” no segundo trimestre, com estabilidade, naquele que, segundo afirmou, foi o trimestre “mais trágico da pandemia”.
“Justamente abril, maio e junho deste ano, quando entrou de novo o auxílio emergencial, nós mantivemos a responsabilidade e o compromisso com a saúde do brasileiro”, declarou o ministro, acrescentando que a economia está crescendo novamente.
Dados divulgados pelo IBGE mais cedo mostram uma retração de 0,1% do PIB no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores.
Os números indicam que a economia brasileira perdeu fôlego, após ter avançado de 1,2% nos três primeiros meses do ano, completando 3 trimestres seguidos de alta.
O resultado veio mais fraco que o esperado pelos analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de um crescimento de 0,2% no segundo trimestre, na comparação trimestral.
Agricultura e indústria em queda
A maior queda foi da agropecuária (-2,8%), afetada por quebra de safras , seguida pela Indústria (-0,2%), que vem sendo abalado pela falta de insumos e custo elevado das matérias-primas.
Por outro lado, os serviços cresceram 0,7% na comparação com o 1º trimestre, diante da reabertura da economia com o alívio nas medidas de contenção da Covid-19.
Entre as atividades industriais, o pior desempenho foi o das indústrias de transformação (-2,2%) e da atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,9%). Por outro lado houve avanço de 5,3% nas indústrias extrativas e de 2,7% na construção.
Dentre os três grandes setores da economia, apenas o de serviços não recuperou o patamar pré-pandemia, operando ainda 0,9% abaixo do 4º trimestre de 2019. Já indústria e agropecuária ficaram, respectivamente, 1,6% e 3,3% acima do patamar observado antes da crise sanitária.
Consumo estagnado
Pela ótica da despesa, consumo das famílias teve variação zero na comparação com o 1º trimestre. Os investimentos tiveram queda de 3,6%. Já o consumo do governo teve alta de 0,7%.
Os investimentos medidos pela formação bruta de capital fixo (FBCF), que reúnem os gastos das empresas e do governo com máquinas e equipamentos, infraestrutura, construção e inovação, voltaram a cair (-3,6%) após 3 trimestres seguidos de alta.
Já a taxa de poupança bateu recorde histórico neste segundo trimestre. Ela ficou em 20,9%, ante 15,7% no segundo trimestre de 2020, e foi a maior já registrada na série histórica que, para este indicador, teve início em 2000.
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