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Preço médio da gasolina comum supera o patamar de R$ 6 nos postos do país, diz ANP


No período de uma semana, o valor do litro combustível subiu de R$ 5,982 para R$ 6,007, alta de 0,42%. Bombas de gasolina de posto na zona sul de São Paulo
Marcelo Brandt/G1
O preço médio da gasolina superou o patamar de R$ 6 nos postos do país nesta semana, de acordo com um levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e divulgado nesta sexta-feira (3).
No período de uma semana, o valor do litro da gasolina comum subiu de R$ 5,982 para R$ 6,007, alta de 0,42%.
O que faz os preços da gasolina e diesel subirem?
O preço do litro da gasolina já chegou a ultrapassar a faixa de R$ 7 em algumas regiões do país – nesta semana, o preço mais alto encontrado pela ANP foi de R$ 7,199.
A agência também apurou que o valor médio do litro do diesel aumentou de R$ 4,608 para R$ 4,627, o que representa um avanço de 0,41% no período.
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Por fim, o preço do litro do etanol subiu de R$ 4,562 para R$ 4,611 na semana, alta de 1,07%.
Impacto na inflação
Em 2021, o combustível se transformou num dos vilões da inflação, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias brasileiras – já prejudicadas pela alta dos alimentos e da energia elétrica.
Os preços cobrados nas bombas viraram motivo de embate entre o presidente e os governadores. O presidente Jair Bolsonaro tem cobrado publicamente que os estados reduzam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para que, dessa forma, os preços da gasolina e do diesel recuem.
Mas o que os analistas dizem que é que o real desvalorizado tem contribuído para o aumento do preço dos combustíveis. E o que dá força para esse movimento de perda de valor da moeda brasileira são as várias incertezas dos investidores com relação ao rumo da política econômica do governo Bolsonaro.
Nas últimos semanas, o país viu um acirramento da crise institucional com ameaças feitas pelo presidente às eleições e aos demais poderes. Aliada ao fraco quadro fiscal do Brasil, e às dúvidas sobre a qualidade das reformas que o governo Bolsonaro pode aprovar no Congresso, essas incertezas afugentam os dólares do país – e impedem uma valorização do real, o que, na ponta final, poderia contribuir para uma queda do preço dos combustíveis.
Os preços de venda dos combustíveis seguem o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e/ou uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil, por exemplo.

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