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Prefeito rebate CPI e diz que dinheiro não era para atos de 7 de setembro

O prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba (PSL), conhecido como Gringo Loco, negou as acusações levantadas na quarta-feira, 1º, na CPI da Pandemia pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que afirmou que a quantia de 505 mil reais apreendidos com ele no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 26 de agosto, seria usada parar financiar os atos em defesa do presidente Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro.

“Todos os indícios são de que esse recurso viria para financiar esse ato contra a democracia do dia 7 de setembro”, disse Humberto Costa na sessão da CPI. A Polícia Federal encontrou a quantia em caixas de papelão dentro da bagagem de mão de Gilmar. O dinheiro foi detectado por um aparelho de raio-x. De acordo com a PF, em um primeiro momento, o prefeito disse que não sabia a quantia que levava, mas depois alegou ter 1,4 milhão de reais.

Apesar de o prefeito ter garantido que a origem do dinheiro era legal, a PF decidiu recolher o valor, que acabou totalizando 505 mil reais. Gringo Loco pode responder por crimes como lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Transitar com a moeda brasileira dentro do país não é ilegal, mas é necessário saber justificar a origem do montante.

Grinco Loco foi eleito prefeito de Cerro Grande do Sul em 2020 com 2.439 votos (42,37%). A cidade tem cerca de 12,5 mil habitantes.

Leia entrevista do prefeito a VEJA:

A informação dada na CPI procede? Tudo mentira, uma sem-vergonhice desgraçada. Todo mundo sabe que eu tenho dinheiro declarado. Eu ando para onde quiser com o meu dinheiro. O que estão fazendo é coisa de político sujo, daqueles mais sujos que possam existir, para falar de uma pessoa tão limpa. A minha vida pública e empresarial está toda exposta. Meu dinheiro é 100% limpo e declarado no imposto de renda. Eu declarei 3 milhões de reais em dinheiro vivo, hoje eu tenho mais declarado. Só que a politicagem é isso aí, deu no que deu.

O senhor pode falar que finalidade tinha aquele dinheiro então? O dinheiro eu uso para o que eu quiser. Se pintar um gado barato, eu compro, se pintar um carro barato, eu compro. Eu sou acostumado, não é de agora, a transitar com dinheiro. Só que agora não vou transitar mais.

Então, de onde surgiu essa história de que o dinheiro seria usado para financiar atos antidemocráticos? Os contra querem dizer que eu estava indo para Brasília com voo fretado, a minha passagem era para Porto Alegre. Os senadores nem sabem o que estão falando.  É uma sacanagem muito grande contra o presidente, que está ali cuidando do povo. Só se roubarem nas urnas para ele não ganhar (em 2022). O povo está do lado dele. Mas uma sujeira dessas, dizer que eu estava indo para Brasília. Faz muito tempo a última vez que eu fui para Brasília. Eu tenho os meus negócios.

O senhor tem de alguma ligação com os atos de 7 de setembro? Isso aí é uma ofensa muito grande. Tanto que o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) me defendeu, porque me conhece. Eu não tenho uma irregularidade.

O senhor é apoiador do presidente Bolsonaro? Eu sou bolsonorista declarado. Mas não que eu tenha contato com ele. Só uma vez a gente tirou umas fotos juntos. E nunca na minha vida eu tive contato de negócios com nenhum político. Eu tenho como autoridade superior o presidente.

O que o senhor fará no dia 7 de setembro? Vou pegar meu cavalo sozinho, vou andar pelas minhas fazendas. Não vou nem aparecer. Eu ia participar de uma cavalgada na minha cidade, mas com isso aí tudo, não vou mais. Levam tudo para o lado da maldade.

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