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'Primeiro sentimento é de liberdade', diz MC Maneirinho após ter caso de apologia ao crime arquivado


Cantor disse que não fala em suas músicas sobre beleza da ‘Garota de Ipanema’ já que sua realidade é cercada pela violência policial. Maneirinho afirmou ainda que teve medo e deixou de lançar músicas durante trâmite processual. O cantor MC Maneirinho afirmou nesta segunda-feira (16) que seu primeiro sentimento foi de liberdade ao ver que o processo que investigava uma suposta apologia ao crime nas letras de sua música tinha sido arquivado pela Justiça do Rio.
“O primeiro sentimento é liberdade. Liberdade de poder fazer as coisas do jeito que eu planejo. Sem ter o problema de alguém me interpretar como bandido, como algo de ruim. Como eu falo sempre, a gente faz apenas funk. Da realidade que a gente veio, não tem como cantar que a Garota de Ipanema é linda e cheia de graça. A nossa realidade foi completamente outra”, disse o cantor ao G1.
“Desde que eu era pequeno, o estado sempre entrou com sangue, sempre entrou com guerra, sempre entrou com tiro. (…) O estado só quer entrar com morte, guerra, sangue. Como vou botar nas minhas músicas que as coisas são lindas? Não tem como”, completou Maneirinho.
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MC Maneirinho e seu advogado em frente ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ)
Reprodução/Instagram
O caso teve origem em uma notícia-crime registrada pelo deputado bolsonarista Rodrigo Amorim (PSL), sobre a letra da música Migué. O cantor MC Cabelinho também era suspeito na investigação.
No entanto, a juíza do caso, Maria Tereza Donatti, atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e encerrou o processo.
Maneirinho diz que deixou de lançar músicas por medo
Maneirinho disse que sentiu medo e que deixou de lançar várias músicas durante o trâmite processual, que durou 10 meses. Ele disse ainda que agora vive o auge da carreira – palavra que dá nome a uma de suas músicas recentemente lançadas, Vivendo no Auge, em parceria com L7NNON.
“Graças a Deus, teve a música na minha vida. Imagina se não tivesse? Talvez eu tivesse sido mais um número para político ficar rico. Ao invés de viver essa vida maluca, que me fez perder vários amigos, eu coloquei tudo na caneta (…) Agora, vou continuar fazendo o que mais gosto sem medo”, disse o cantor.
“Agora eu estou no auge legal. Liberdade, tranquilo, podendo cantar o que eu gosto, sem papas na língua e botando o coro para comer”, completou.
O que diz o deputado Rodrigo Amorim
O deputado estadual Rodrigo Amorim afirmou “que, de fato, houve o arquivamento do processo em face do MC Cabelinho e MC Maneirinho. Contudo, tal arquivamento se deu tão somente, em razão de que ambos os réus serão incluídos no processo que está tramitando em face da cantora Ludmilla, conforme requerido pelo MP”.
O G1 procurou a defesa do cantor. O advogado Paulo Lucas Joiozo afirmou que “o Ministério Público foi bem claro na petição dizendo que não havia crime”. Segundo ele, “não há o que falar de inclusão num processo que está tramitando face a Ludmilla, essa informação está completamente desencontrada”.

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