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Quase 50 postes com painel solar foram 'extraviados' do Arco Metropolitano, diz TCE


Tribunal de Contas do Estado pediu explicações ao governo. Segundo auditoria, 21 postes podem ter sido levados para um viaduto em Japeri, na Baixada Fluminense, sem comunicação prévia. Tribunal de Contas do Estado descobre que 49 postes de iluminação solar desapareceram no Arco Metropolitano
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE) descobriu que 49 postes de iluminação solar desapareceram do Arco Metropolitano. Cada um custou R$ 27 mil, totalizando um prejuízo de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos.
O sumiço foi identificado por uma auditoria da Secretaria de Infraestrutura e Obras e no Departamento de Estradas de Rodagem.
“Busca-se no processo compreender o que ocorreu com os postes extraviados, bem como quem teria dado causa a esse extravio e, se tiver ocorrido dano ao erário, o TCE buscará a recomposição aos cofres públicos de eventual desvio de recurso público”, afirma o Secretário-Geral de Controle Externo do TCE, Oseias Santana.
Segundo a auditoria, 21 postes que foram comprados para o Arco Metropolitano podem ter sido levados para um viaduto em Japeri, na Baixada Fluminense.
O TCE pediu que o governo do estado explique se os equipamentos são os mesmos e, se forem, quem autorizou a instalação deles em outro local.
Jerson Carneiro, advogado especialista em gestão pública, afirma que mudanças no destino de equipamentos precisam ser comunicadas aos órgãos de controle.
“O que está havendo, desde o início da obra, é desvio de dinheiro público, é falta de fiscalização, falta de manutenção. O que falta ao meu ver é interesse da administração pública”, disse o advogado.
Quase 50 postes de iluminação solar somem do Arco Metropolitano do Rio
Reprodução/TV Globo
Superfaturamento
Os postes solares foram comprados em um pregão eletrônico em 2014. O TCE apontou superfaturamento de mais de R$ 4 mil por unidade. O contrato passou de R$ 96,7 milhões para R$ 114,8 milhões, após seis termos aditivos.
Ao longo dos anos, centenas de postes foram roubados e outros tiveram as baterias roubadas, o que prejudica a iluminação da via e aumenta a insegurança para os motoristas.
A construção do arco custou quase R$ 2 bilhões e tem um histórico de mau uso do dinheiro público.
Para o advogado Jerson Carneiro, apenas com mudanças na gestão estadual e parcerias com o setor privado seria possível melhorar o uso dos recursos gastos na rodovia.
“Uma inteligência que possa fiscalizar o uso dessa via. Segundo, um planejamento, chamar a inciativa privada, porque tem cargas que transitam nessa rodovia. E numa transparência informar à sociedade como vão agir para manter e reconstruir tudo que foi depredado”, diz o especialista em gestão pública.
O que dizem os envolvidos
O Departamento de Estradas de Rodagem afirmou que está apurando o que aconteceu para verificar os danos e identificar os responsáveis.
Disse ainda que vai apresentar os esclarecimentos no prazo de 15 dias determinado pelo Tribunal de Contas do Estado.

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