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'Rei do Bitcoin' vira réu por estelionato, organização criminosa e crimes financeiros


A mulher dele e um homem considerado como braço direito também tiveram a denúncia aceita pela Justiça Federal por crimes relacionados à fraude bilionária envolvendo negociação de criptomoedas. Claudio Oliveira, conhecido como “Rei do bitcoin”, é investigado por fraude bilionária
Reprodução/RPC
Cláudio José de Oliveira, conhecido como “Rei do Bitcoin”, virou réu por estelionato, organização criminosa e crimes financeiros. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi aceita nesta terça-feira (24) pelo substituto juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.
Além do “Rei do Bitcoin”, Lucinara da Silva Oliveira, mulher dele, e Johnny Pablo Santos, tido como braço direito de Oliveira, também se tornaram réus. Ambos são acusados de organização criminosa.
Ela também vai responder por impedir ou embaraçar a investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Já Santos ainda é acusado de estelionato e de obter ganhos ilícitos em processos fraudulentos.
O “Rei do Bitcoin” é acusado de cometer uma fraude de R$ 1,5 bilhão em simulações de negociações de criptomoedas. Segundo as investigações, cerca de 7 mil pessoas foram vítimas de um golpe realizado por corretoras controladas por ele.
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Outras cinco pessoas ligadas ao Grupo Bitcoin Banco, controlado por Cláudio José de Oliveira, também foram denunciadas por envolvimento nas fraudes. Porém, o juiz federal entendeu que os crimes deles devem ser julgados pela Justiça estadual.
O G1 entrou em contato e aguarda retorno da defesa do casal. A reportagem também tenta contato com a defesa de Johnny Pablo Santos.
Investigações
As corretoras ligadas ao ‘Rei do Bitcoin’ passaram a ser investigadas em 2019, após o proprietário registrar um boletim de ocorrência afirmando que havia sido vítima de um ataque cibernético. À época, os valores de todos os credores foram bloqueados pela empresa.
Com o passar das investigações e com a falta de colaboração do proprietário da empresa, a Polícia Civil e o Ministério Público desconfiaram que o ataque cibernético era falso e que o grupo havia cometido crimes, como estelionato.
Após denunciarem o suposto ataque cibernético, o grupo suspeito prometeu aos credores que devolveria os valores bloqueados em parcelas. Apesar disso, segundo a PF, os valores nunca foram quitados.
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De acordo com a Polícia Federal, Cláudio José de Oliveira é um “habilidoso estelionatário, que mantinha ao seu redor pessoas ignorantes aos assuntos que o criminoso dizia dominar, especialmente relacionados à engenharia financeira do Grupo Bitcoin Banco”.
As investigações apontam que o grupo se aproveitou de uma ordem de recuperação judicial para interromper as ações cíveis que a empresa respondia. Durante o processo, segundo a PF, o grupo prestou informações falsas e enganou o Judiciário.
Segundo o delegado que comentou a operação, um dos investigados informou à Justiça que tinha 7 mil criptomoedas. A informação, no entanto, era falsa.
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Prisão
Cláudio José, a esposa e outros suspeitos de integrarem o esquema foram presos em junho em uma operação deflagrada pela PF para investigar o caso. Todos os suspeitos, exceto Cláudio, foram liberados na sequência.
Na sexta-feira (20), foi realizada a audiência de custódia do “Rei do Bitcoin”. A defesa pediu para que a prisão preventiva fosse convertida em domiciliar, mas o juiz não autorizou.
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Segundo a polícia, o casal ostentava bens de luxo e faziam grandes eventos para atrair investidores.
Conforme a PF, o líder do grupo possui uma condenação na Suíça por crimes de estelionato e falsificação de documentos.
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