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A fila da vacina comprova: as mulheres de 50+ mostram a idade com orgulho

Esta semana as mulheres de 59 anos para menos começaram a ser vacinadas contra a Covid-19 no Rio. Vimos nas redes sociais fotos de profissionais incríveis e lindas como a atriz Deborah Bloch, a apresentadora Fátima Bernardes e a jornalista Patricia Kogut recebendo as injeções e mostrando, com orgulho, no Instagram – ou seja, sem medo de revelar a própria idade. Foi-se o tempo em que mulheres de 50+ “escondiam” quantos anos tinham. Eu diria que hoje é até o contrário. Essa geração está atravessando tão bem esta faixa etária que agora faze, sim, questão de dizer a própria idade. Ter 50+ é mérito, não mais demérito. Com a reposição hormonal cada vez mais estudada, cientificamente comprovada em seus benefícios e usada (salvo algumas exceções), nem a menopausa “enfraquece” mais essas mulheres. 

Publicada na Veja da semana passada, uma reportagem deu o que falar entre as mulheres de 50+ (leia aqui) – embora eu esteja com 48, já me sinto integrante deste grupo com orgulho. No texto, a repórter Sabrina Brito mostrou que uma pesquisa da Avon detectou que 68% das entrevistadas acreditam que as mulheres são mais valorizadas hoje que dez anos atrás. E os exemplos que ilustravam as páginas da revista eram de parar o trânsito: Jennifer Aniston, Julia Roberts, Cladia Raia e Jennifer Lopez.

O fato é que as mulheres de 50+ de hoje são as que nos anos 90 estavam começando a receber uma avalanche de informações sobre autocuidado: exercícios físicos, estudo, alimentação saudável, meditação, terapia, carreira. Se nos anos 80, Jane Fonda era samba de uma nota só, ensinando aulas de aeróbica em fitas de videotape, na década seguinte, já tínhamos as supermodelos, como Cindy Crowforad, que falavam aos 20 anos sobre a importância dos exercícios para terem o corpo lindo por toda a vida. De lá para cá este repertório de conhecimento foi se aprimorando junto com a indústria e os profissionais da beleza e do bem estar. O que vemos hoje em figuras como as celebridades citadas acima é resultado de hábitos de longo prazo de mulheres que investiram tempo e atenção à autorealização e à saúde.

Muitas mulheres de 50+, em vez de começar a pensar em aposentadoria, investem em estudo e preparação para uma nova guinada de carreira. Provavelmente por serem mais independentes do que a geração anterior, elas não também têm medo de terminar relacionamentos e casamentos falidos em busca da felicidade – a reportagem da Veja mostra que o número de divórcios no Brasil entre pessoas com 50+ dobrou entre 2010 e 2019. As mulheres que enfrentam a menopausa hoje falam mais abertamente sobre o tema, e sobre sexo, orgasmo, recursos para melhorar a mobilidade, a massa muscular e o colágeno.

Os desafios físicos e de saúde não mudaram – nesta fase, o impacto no ganho de massa muscular, no ganho de peso, na atrofia dos compartimentos de gordura da face, na estrutura óssea e na produção de colágeno são bruscos. Mas como muitas mulheres desta geração investem há décadas em rotina de alimentação saudável e exercícios físicos, além de tratamentos com tecnologia de ponta para o corpo e o rosto, o resultado está sendo comprovado na prática. Elas são pioneiras em inaugurar um novo comportamento e um novo modo de olhar as mulheres de 50+.

Hoje já sabemos que saúde e beleza alcançam melhores resultados quando pensamos em prevenção. Quanto mais cedo nos cuidarmos, melhores resultados teremos aos 40, 50, 60 e por aí vai. Não é milagre, nem feitiçaria, como diria outra musa, Joana Prado, que continua linda aos 44 anos. Eu comecei a fazer toxina botulínica em mim aos 26 anos para prevenir rugas e linhas de expressão na testa. Nesta época, o uso preventivo da toxina não era comum.

Em relação à pele, hoje já sabemos que prevenir é melhor que remediar. E o estímulo de colágeno também deve começar cedo, por volta dos 30 anos. Só não podemos esquecer, como falei com a dra Virginia Amaral na live Gerenciamento de Envelhecimento, que fiz no meu perfil do Instagram, que combater o envelhecimento não é só estimular colágeno. Devemos olhar para o conjunto todo. Não adianta fazer tratamentos e uso da tecnologia se você não preza pela qualidade de vida, da alimentação, do sono, pela atividade física, se não cuida para preservar as estruturas ósseas e de massa magra e se desistiu de ser feliz. Até para responder melhor aos avanços dermatológicos, tudo isso deve estar em dia. É um processo, uma construção, onde o paciente deve ser olhado como um todo, saúde física, mental e espiritual.

Quando alguém disser que 50 não são os novos 30, avise que a pessoa está errada. Aos 30 os desafios com a vida profissional e familiar são enormes. Esqueça o que você entende por 50 anos. Entenda que os 50+ hoje talvez seja a melhor fase da vida da mulher contemporânea. E os homens? Eles que se cuidem!!!