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Pós-Covid-19: Queda de cabelo atinge 1 em cada 4 pacientes

Nos salões de cabeleireiro e nos consultórios, tem sido relativamente comum ouvir relatos de queda de cabelo acentuada de pessoas que já testaram positivo para o coronavírus. Esta seria uma das possíveis sequelas deixadas pela chamada Covid-19 persistente (ou Covid longa). Segundo estudos de universidades dos Estados Unidos, México e Suécia, o quadro pode atingir 25% dos pacientes.

Os fatores que podem levar à perda de cabelo associada à Covid-19 são muitos, entre eles, problemas emocionais, estresse, doenças autoimunes ou infecciosas. Os relatos apontam queda em todo o couro cabeludo, caracterizando na maioria dos casos, um eflúvio telógeno, uma condição temporária em que ocorre uma perda maior do que a normal. Mas há também  pacientes – em especial os que têm com pré-disposição – que podem ter perdas localizadas em forma de círculos, associadas à alopecia areata, conhecida como pelada. (leia mais: Tudo sobre queda capilar)

A Covid-19 persistente é uma condição da doença que dura semanas e até meses depois do início da infecção com sintomas que podem ser diferentes dos apresentados nas primeiras semanas. Entre as sequelas mais comuns estão o cansaço, problemas de memória, dor de cabeça, queda capilar e falta de ar. Os estudos ainda não trazem dados definitivos, mas indicam que a perda de cabelo afeta 1 em cada 4 pacientes de Covid-19 longa.

O assunto chamou a atenção nas redes sociais depois que alguns internautas postaram imagens da quantidade de fios que estavam perdendo a cada banho. A atriz e ativista americana Alyssa Milano publicou um vídeo no Instagram como alerta se penteando após lavar o cabelo para mostrar o quanto seus fios estavam caindo. “Pensei em mostrar a vocês o que a Covid-19 faz com seu cabelo. Por favor, leve a doença a sério”, falou Alyssa no post com quase 2 milhões de visualizações (assista aqui).

Para efeito de comparação, é normal uma pessoa saudável perder cerca de 100 fios por dia. Um teste simples para ser feito em casa é passar a mão, puxando um pouco, numa mecha para ver quantos fios vão sair – se forem mais de três, pode haver, sim, queda acentuada. No eflúvio telógeno, há um aumento da quantidade de fios perdidos diariamente, cerca de 300 ao dia, provocando perda volume como um todo. 

Há outras doenças infecciosas, como zyka e chikungunha, que podem provocar queda capilar. As causas em relação ao coronavírus ainda não estão muito claras, segundo os estudos. Pacientes que tiveram Covid-19 podem perceber queda capilar cerca de dois a três meses depois do início da infecção – a distância temporal é normal, já que o eflúvio telógeno costuma se apresentar mesmo alguns meses depois do fator que desencadeou a doença.

O quadro do eflúvio agudo pós-Covid pode durar de três a seis meses e, na maioria dos casos, cede espontaneamente após um período. É importante procurar um médico dermatologista para fazer o diagnóstico correto, excluir outras causas de queda, fazer exames e, se necessário, iniciar o tratamento correspondente, principalmente para tentar encurtar o tempo desta queda. Atenção: sair comprando uma tonelada de vitaminas na internet não é a melhor solução. Vitaminas não fazem crescer cabelo, porém, suplementar o que realmente temos déficit pode ajudar em conjunto com outras medidas.

Investir numa alimentação equilibrada e em boas noites de sono é uma estratégia válida em tempos de pandemia, especialmente dos que estiveram doentes e passaram por grande estresse físico e emocional. Nem sempre vai ser possível prevenir esta sequela específica da queda capilar. Então, fiquem atentos, pois, apesar de ser pouco falado na mídia, o sintoma tem sido tema recorrente entre os que já testaram positivo.

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