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Rio, 456 anos: catorze lugares para conhecer a história da cidade

No dia 1º de março, o Rio completa 456 anos repletos de histórias, personagens e lugares que marcaram diferentes épocas. Ao andar pela cidade, é possível observar em diversos cantos uma memória viva, que a cada dia se preserva em meio aos novos ares e tendências. Por meio de suas construções, parques, museus e igrejas, a antiga capital do país se revela a quem possui o interesse em mergulhar no seu notável passado.

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Saiba mais sobre catorze lugares históricos do Rio e seus fatos curiosos:

Ilha Fiscal

Ilha Fiscal: o castelo sediou uma das maiores festas do impérioAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Visto pela Baía de Guanabara, o castelo da ilha nos leva diretamente ao período imperial brasileiro. Seus salões  sediaram o famoso “Último Baile do Império”, que ocorreu seis dias antes da Proclamação da República, em 1899. Foi a maior festa até então realizada no Brasil, para cerca de 5 mil convidados, e deixou curiosidades que até hoje instigam os historiadores. 

O evento foi realizado em homenagem à tripulação do couraçado chileno Almirante Cochrane como uma forma do Império reforçar os laços de amizade com o Chile, além de  buscar retomar o seu prestígio, cada vez mais enfraquecido. Regado com valsas, bebidas e uma gastronomia com pratos incomuns para a época, o baile foi bastante comentado pela imprensa, que noticiou a luxuosidade e as extravagâncias dos participantes.

Para conferir atrações da ilha, como exposições que contam a história do local e da Marinha, é preciso agendar um passeio saindo do cais do Espaço Cultural da Marinha.

Endereço: Cais do Espaço Cultural da Marinha – Avenida Alfredo Agache, Centro

Horários do passeio Marítimo e a visitação na Ilha Fiscal: sábados, domingos e feriados, às 12h30, 14h e 15h30.

Ingressos: 30 disponíveis a cada visitação.

Inteira: R$ 36,00.

Meia entrada: R$ 18,00.

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Jardim Botânico 

Jardim Botânico: o horto foi criado por Dom João XV para aclimatar e pesquisar sobre espécies de plantasAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, várias novidades foram implantadas na cidade do Rio. Uma delas foi a criação do Jardim Botânico, em 13 de junho de 1808, por ordem do príncipe regente português, Dom João VI. O Jardim da Aclimação, como foi primeiramente nomeado, recebeu especiarias originárias do Oriente, como baunilha, canela, pimentas, entre outras, para adaptação e pesquisa. Ao longo dos anos, outras diversas espécies de plantas foram aclimatadas no jardim, incluindo mudas de chá como a camellia sinensis, utilizadas para produzir o chá preto.

O jardim foi aberto para visitação pública durante o período imperial, a partir de 1822, e hoje é um dos cartões-postais da cidade que muitos desejam conhecer. Albert Einstein e a rainha Isabel II do Reino Unido foram algumas das personalidades ilustres que visitaram o local. O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro é hoje considerado um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.

Para passear por suas aleias, conhecer as estufas – de Orquídeas, Bromélias, Samambaias e Plantas Insetívoras -, os jardins temáticos, como o Jardim Japonês e o Jardim Sensorial, é necessário agendar a visita através do site.

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico.

Horário de visitação: segundas, das 12h às 17h, e de terça a domingo, das 8h às 17h.

Ingresso:

Visitantes estrangeiros: R$ 60,00.

Visitantes estrangeiros Mercosul: R$ 45,00.

Visitantes residentes no Brasil: R$ 24,00.

Visitantes residentes na Área Metropolitana do Rio de Janeiro: R$ 15,00.

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Candelária

Candelária: a igreja voltada para a baía de Guanabara é a preferida para realizar casamentos no RioAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Conhecida como um dos principais patrimônios religiosos do Rio, e um dos palcos preferidos para casamentos na cidade, a imponente construção da Igreja de Nossa Senhora da Candelária não pode faltar nos roteiros pelo Centro. 

Segundo a história mais contada sobre o local, a sua origem remonta o início do século 17, quando o casal Antônio Martins Palma e Leonor Gonçalves, à bordo de um navio espanhol chamado Candelária, teriam sido surpreendidos por uma tempestade que quase provocou um naufrágio. Ambos teriam feito uma promessa em devoção à Nossa Senhora da Candelária de construírem uma capela no primeiro porto que atracassem com vida. 

Chegando ao Rio de Janeiro, a promessa foi cumprida, e uma igrejinha foi construída no local da construção atual. No entanto, o grande templo que existe hoje começou a ser construído em 1775, e após 123 anos de construção, foi inaugurado em 10 de julho de 1898. Voltada para a Baía de Guanabara, a igreja possui o formato de uma cruz latina, e sua fachada em estilo barroco é considerada uma das mais belas do mundo.

Horários de visitação: segunda a sexta, 7:30h às 16h; sábado, de 8h às 12h e domingo, de 9h às 13h.

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Rua do Ouvidor

Rua do ouvidor: antes da pandemia, a região atraía as pessoas pelos bares e restaurantefioghual/Flickr/Reprodução

Passear pela Rua do Ouvidor e conhecer a sua história é como passar por um túnel do tempo, de volta à época em que o lugar foi um dos mais badalados da cidade. Com sua largura estreita e construções antigas, a via foi um point no século XX de estabelecimentos de alto padrão como perfumarias, lojas de alta costura, cafeterias, entre outros. 

Atualmente, parte do charme da rua, por onde circulavam importantes intelectuais da época, acabou se perdendo com o desgaste das construções. Mas sua passagem ainda é importante por preservar a memória carioca, e sua localização com acesso a lojas e bares do centro da cidade tornam o passeio pela região ainda mais interessante. 

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Biblioteca Nacional

Biblioteca nacional: o acervo é considerado o maior na América LatinaAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Com sua construção imponente, suntuosos salões, escadas, varandas, salas de estudo e enormes estantes, a biblioteca disponibiliza aos apaixonados pela história um vasto acervo. O prédio atual foi inaugurado em 1910, mas a história da biblioteca remonta desde a chegada da corte portuguesa ao país, que trouxe consigo cerca de 60 000 peças, entre livros, mapas, manuscritos, e outros. 

A Biblioteca Real foi inaugurada oficialmente em 1810, nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na atual Rua Primeiro de Março. Em 1858, ela também passou pela Rua do Passeio, número 60, onde hoje fica a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Considerada pela UNESCO a maior da América Latina e umas das dez maiores do mundo, a biblioteca consta com cerca de dez milhões de volumes, entre eles raridades, como documentos históricos trazidos por Dom João VI. Nela, é possível consultar as diversas obras e periódicos, que datam a partir de 1740. Há também hoje a Biblioteca Nacional Digital, criada em 2006 para integrar todas as coleções digitalizadas do espaço, sendo um dos maiores e mais organizados acervos virtuais do mundo.

Endereço: Av. Rio Branco, 219, Centro

Entrada: gratuita.

Salões de leitura e pesquisa: segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, das 10h30 às 15h.

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

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Forte de Copacabana

Forte de Copacabana: um passeio histórico para também curtir a vistaAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Abrigado em um dos bairros mais famosos da cidade, o Forte de Copacabana não apenas cativa os visitantes pela localização de frente ao mar, como apresenta curiosidades históricas através do Museu Histórico do Exército. Nele, é possível conhecer a história do exército brasileiro ao longo dos diferentes governos e eras políticas, além de conhecimentos sobre o projeto de fortificação, com seus canhões, oficinas e laboratórios. 

Mas o roteiro não acaba aí. Para tomar um cafezinho especial, basta fazer uma parada na unidade da Confeitaria Colombo ali localizada. Outros restaurantes no local também oferecem a experiência de provar uma boa refeição curtindo a vista para o mar.

Endereço: Praça Coronel Eugênio Franco, 1, Posto 6, Copacabana

Horários: de terça a domingo e feriados, das 10h às 18h

Entrada: gratuita às terças; R$ 6,00 (adultos) e R$ 3,00 (crianças, idosos e estudantes)

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Paço Imperial

Paço imperial: palco de grandes momentos históricos, o espaço hoje abriga exposições e eventos culturaisAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Quem passeia pela região da Praça XV tem sua atenção chamada pela construção em estilo colonial, localizada na Rua Primeiro de Março, antiga Rua Direita, uma das principais do Rio. O prédio foi erguido em 1743, sendo a Casa dos Vice-Reis do Brasil, e com a chegada de Dom João VI em 1808, foi o primeiro lar da família real portuguesa. Após a mudança da família para a Quinta da Boa Vista, em 1822, o local continuou como a sede do reinado e do império brasileiro. 

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Se suas paredes e sacadas falassem, contariam momentos históricos como a aclamação dos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, o Dia do Fico, declarado em janeiro de 1822, e a sanção da Lei Áurea em 1888 pela princesa Isabel, que aboliu a escravidão no país.

Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, e prédio desde 1985 funciona como um centro de cultura que apresenta diversas informações históricas, exposições e eventos artísticos. O passeio pode ser ainda mais interessante com a visita ao bistrô e ao restaurante que o edifício dispõe, assim como a livraria, que possui um distinto acervo não só de livros, como cds e vinis para aqueles que ainda colecionam.

Endereço: Praça Quinze de Novembro, 48 – Centro

Horários de exposições: terça a sexta, 12h às 18h; finais de semana e feriados, 12h às 17h.

Entrada: gratuita

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Quinta da Boa Vista 

Quinta da Boa Vista: o espaço é um dos preferidos dos cariocas para fazer aquele piqueniqueAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Localizado no bairro de São Cristóvão, o parque é um dos principais pontos nos roteiros dos fins de semana cariocas, e também guarda muita história. A Quinta da Boa Vista foi a residência oficial da família real portuguesa até 1889, com a Proclamação da República. Cedido por um abastado comerciante português, o espaço recebeu esse nome devido a sua bela vista do alto da colina para a Baía de Guanabara. 

Com 155 000 metros quadrados, o parque preserva boa parte do seu paisagismo original, com lagos e jardins projetados pelo paisagista francês Auguste Glaziou, em 1869. A antiga residência hoje abriga o Museu Nacional, atualmente fechado devido a um incêndio ocorrido em 2018. O lugar também conta com o BioParque, antigo Zoológico do Rio, que reabre no dia 22 de março, e diversões como o pedalinho no lago principal, quadras para práticas esportivas e passeios pelas grutas artificiais. 

Endereço: Avenida Pedro II,  São Cristóvão.

Horário de funcionamento: 

Horário de verão:

De terça a domingo: abertura às 10h e encerramento da entrada do público às 17h, tendo o visitante até às 18h para passeio.

Às segundas: abertura às 12h e encerramento da entrada do público às 17h, tendo o visitante até às 18h para passeio. No caso de feriado, o Museu abre às 10h.

Fora do horário de verão, o parque encerra as atividades uma hora mais cedo. 

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Arcos da Lapa

Arcos da Lapa: região é conhecida pela agitada vida noturna, antes do começo da pandemiaAlexandre Macieira/Riotur/Reprodução

Localizado no bairro símbolo da boemia carioca, o Aqueduto Carioca, conhecido popularmente como Arcos da Lapa, é um dos principais cartões-postais do Rio. A construção foi levantada em 1750 para resolver a falta d’água na cidade, levando o recurso das nascentes do Rio da Carioca até o chafariz do Largo da Carioca.

Atualmente, o lugar é conhecido pelos bares e boates com agitada vida noturna, além dos comerciantes informais que vendem bebidas na região. Famosas casas de show como o Circo Voador e a Fundição Progresso também se destacam na localidade, atraindo diversos apreciadores da música e adeptos da curtição. Durante a pandemia, o acesso aos locais está sujeito às regras de segurança devido ao coronavírus.

Endereço: Praça Cardeal Câmara – Lapa

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Rua do Lavradio

Rua do Lavradio: tradicional feira de antiguidades acontece aos sábadosAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Também localizada na Lapa, a rua já foi um dos endereços mais nobres do Rio, onde moraram figuras importantes como o Duque de Caxias. Ela foi fundada em 1777 pelo Marquês do Lavradio, onde estabeleceu seu casarão, atualmente sede da Sociedade Brasileira de Belas Artes. O Palácio Maçônico do Lavradio, fundado em 1939, também é uma das atrações históricas do local.

A via já foi um dos lugares mais procurados para diversão na cidade, com seus diversos teatros, e até hoje oferece boas atrações como bares e sua tradicional feira de antiguidades. Tradicionalmente, o evento ocorre todo primeiro sábado do mês, com barracas cheias de artefatos que contam histórias de diversas épocas, além de música, comidas e bebidas. 

Para dar oportunidades a mais expositores, a partir de fevereiro, a feira passou a ocorrer todos os sábados, seguindo os protocolos de segurança estabelecidos pela prefeitura.

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Real Gabinete de Leitura 

Real Gabinete de Leitura: o espaço surpreende com o vasto acervoAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Além da Biblioteca Nacional, outro recanto que atrai e surpreende diversos leitores é o Real Gabinete Português de Leitura, chamando atenção pela sua estrutura com elementos da arquitetura portuguesa clássica. Localizado na região da Praça Tiradentes, no Centro, o gabinete foi inaugurado em 1837 para disponibilizar publicações lusófonas aos portugueses residentes do Rio.

A biblioteca foi incluída pela revista Time entre as vinte bibliotecas mais bonitas do mundo. Com suas enormes estantes repletas de obras históricas, hoje ela conta em um acervo de mais de 350 000 livros, entre eles, uma edição de 1572 de Os Lusíadas, um clássico do autor português Luís de Camões.  

Endereço: Rua Luís de Camões, 30, Centro

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 18h, com abertura aos visitantes das 10h às 16h.

Entrada: gratuita

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Confeitaria Colombo 

Colombo: a famosa confeitaria já recebeu diversas personalidades ilustresTomas Rangel/Divulgação

Um passeio bom para aprender história e experimentar quitutes deliciosos, é conhecer a tradicional Confeitaria Colombo, no centro histórico do Rio. O café com atmosfera e charme  europeu leva os visitantes de volta ao tempo, em seus três salões luxuosos que já foram palco de celebrações de distintas figuras públicas. 

Inaugurada em 1894 por imigrantes portugueses, a doceria já foi frequentada por nomes como Chiquinha Gonzaga, Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas. Até mesmo a rainha Elizabeth da Inglaterra visitou o requintado espaço em 1968, que hoje continua recebendo pessoas de todos os cantos, inclusive para a realização de casamentos.

Endereço: Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro

Horários: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados e feriados, 9h às 17h.

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Mosteiro de São Bento 

Mosteiro de São Bento: interior da Igreja Abacial de Nossa Senhora chama a atençãoAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

É preciso subir até o alto do morro de São Bento para conhecer o conjunto arquitetônico do mosteiro, um patrimônio histórico da cidade fundado em 1590 por monges da Bahia, que acompanha o Rio desde o começo de sua história. O local é um refúgio em meio à cidade para os que desejam um período de silêncio e oração. 

Uma das construções que se sobressaem no local é a Igreja Abacial de Nossa Senhora do Monserrate, que data entre 1633 e 1734. O interior luxuoso da paróquia, com estética do estilo barroco, mostra a importância da Igreja Católica no período colonial através dos seus símbolos e imagens sacras.

Endereço: Rua Dom Gerardo, 68, Centro

Entrada: gratuita

Horários: De segunda a sexta, às 7h30, são realizadas missas solenes com canto gregoriano, e também aos sábados, às 8h, e aos domingos, às 10h. No domingo tem missa às 18h.

No período da pandemia, o espaço não tem recebido fiéis e visitantes, realizando as transmissões das celebrações através do canal do Youtube.

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Cais do valongo

Cais do Valongo: o local é considerado um Patrimônio Mundial pela UnescoAlexandre Macieira / Riotur/Reprodução

Mais que um ponto turístico, o antigo cais é um espaço de memória sobre um período devastador da história do país. Localizado na Zona Portuária, ele foi um dos principais portos para entrada de escravos no Brasil. Em 2017, foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco por ser o único vestígio material existente da chegada de povos escravizados nas Américas. 

Com 350 metros quadrados, o local havia sido aterrado através de reformas, e foi reencontrado em 2011 durante as obras para revitalização da região. As escavações revelaram uma grande quantidade de amuletos e objetos originários de países como Congo, Angola e Moçambique.

Endereço: Av. Barão de Tefé – Saúde.

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